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Operação Cartão Vermelho: juiz decidiu medidas de coação aos arguidos

Operacao Cartao Vermelho 09072021

Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica suspenso de funções, fica em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, por suspeita de vários crimes económico-financeiros, decidiu hoje o Tribunal Central de Instrução Criminal. Magalhães e Silva, advogado do empresário, de 72 anos, que foi detido na quarta-feira e interrogado hoje pelo juiz Carlos Alexandre, comentou a medida de coação aplicada a Luís Filipe Vieira à saída do tribunal, em Lisboa. O magistrado aplicou também como medidas de coação a Luís Filipe Vieira a proibição de sair do país, com a entrega do passaporte, e de contactar com os outros arguidos do processo, à excepção do filho, outro dos detidos.

O juiz de instrução criminal aplicou também como medida de coação ao empresário lourinhanense José António dos Santos, outra das quatro pessoas detidas na operação ‘Cartão Vermelho’, a prestação de uma caução de dois milhões de euros, segundo informou o seu advogado, Castanheira Neves. Já quanto ao arguido Tiago Vieira foi fixada uma caução de 600 mil euros e ao empresário de futebol Bruno Macedo uma caução de 300 mil euros. Os arguidos têm 20 dias para depositar o valor da caução proposto pelo procurador do Ministério Público Rosário Teixeira e aceite pelo Juiz Carlos Alexandre. Os arguidos aguardam em liberdade o decorrer do processo judicial, estando proibidos os contactos entre si e está proibida a saída para o estrangeiro.

Em causa neste processo, segundo o Ministério Público, estão “negócios e financiamentos em montante total superior a 100 milhões de euros, que poderão ter acarretado elevados prejuízos para o Estado e para algumas das sociedades”, ocorridos “a partir de 2014 e até ao presente”, susceptíveis de configurar “crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Lusa