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Covid-19: Nível de confinamento será mantido durante o mês de Março

confinamento covid 19 2

O Primeiro-Ministro, António Costa, assumiu hoje que o actual nível de confinamento terá que ser mantido durante o mês de Março, considerando que este não é o momento de começar a “discutir desconfinamentos totais ou parciais”.

“Nós temos que manter o actual nível de confinamento, seguramente para os próximos 15 dias e que devemos assumi-lo realisticamente que o teremos que manter ainda durante o mês de Março”, disse aos jornalistas António Costa no Palácio da Ajuda, em Lisboa, no final do Conselho de Ministros para decidir as novas medidas para o Estado de Emergência cuja autorização para a renovação até 1 de Março foi esta tarde aprovada pelo Parlamento.

Para o Primeiro-Ministro, este “não é momento para começar a discutir desconfinamentos totais ou parciais”, mas sim para continuar “com toda a determinação” a fazer o que se tem feito nas últimas semanas porque a situação continua a ser extremamente grave.

O índice de transmissibilidade (Rt) da Covid-19 está em 0,77, “o mais baixo que o país já teve desde o início da pandemia”, adiantou o Primeiro-Ministro. “Este decréscimo de novos casos nestas duas semanas tem-se traduzido também numa redução significativa do risco de transmissibilidade, o famoso Rt, que está neste momento em 0,77, que é o mais baixo que o país já teve desde o início da pandemia e que é muito visível na redução efectiva de novos casos diários, que depois de um fortíssimo crescimento no mês de Janeiro tem vindo nas últimas semanas a ter uma quebra muito significativa”, disse António Costa. Perante isto, o líder do Governo afirmou que “o confinamento está a produzir resultados e é merecido um agradecimento aos portugueses pelo sentido cívico com que o têm vindo a cumprir”.

Na mensagem inicial, António Costa deu um sinal positivo sobre o atual confinamento e reconheceu o “esforço cívico” dos portugueses, afirmando que o confinamento está a produzir resultados, com uma “redução de novos casos” que se traduz numa redução significativa do risco de transmissibilidade. Apesar destes resultados, o chefe do executivo avisou que “a situação continua a ser extremamente grave”“E esta gravidade, se se traduz no aumento de internados, se se traduz no aumento de internados em cuidados intensivos, traduz-se também no elevadíssimo número de óbitos diários. Está a diminuir também, mas não nos podemos conformar com aquilo que são os números que ainda temos. São absolutamente inaceitáveis”, enfatizou.

Comparando com o máximo de óbitos diários que houve na primeira vaga, quando todos os portugueses se mobilizaram “para combater esta pandemia”, os números que Portugal tem actualmente “são absolutamente inaceitáveis”.

Portugal registou hoje 167 mortes relacionadas com a Covid-19 e 3.480 casos de infecção com o novo coronavírus, segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS).

O boletim da DGS revelou também que estão internadas 5.570 pessoas, menos 259, das quais 836 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, menos 17.

Portugal terá até março menos de metade das vacinas previstas

Portugal vai receber menos de metade das vacinas contra a Covid-19 que estavam previstas para o primeiro trimestre deste ano, alertou também o Primeiro-Ministro. “No nosso caso, em vez dos 4,4 milhões de doses, nós vamos receber neste primeiro trimestre 1,98 milhões de doses, o que significa que a nossa capacidade de vacinação neste primeiro trimestre vai ser cerca de metade daquilo que estava previsto nos contratos assinados entre as farmacêuticas e a Comissão Europeia”, disse António Costa.

Nas palavras do Primeiro-Ministro, o problema não está na distribuição nem na falta de recursos humanos para administrar a vacina, estando sim “fora de Portugal”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa