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Isabel Mateus (1950-2021)

A Isabel partiu, deixou-nos fisicamente, mas continua vivo entre nós o legado que construiu ao longo da sua vida.

É uma obra notável assente na sua capacidade de iniciativa cívica e militância cultural, testemunhada, em particular, através da dedicação e trabalho dispensados ao Museu da Lourinhã. Neste sentido, importa dar continuidade à expressão cultural da sua ação.

Foi cofundadora do Museu, com o Horácio Mateus e outros jovens à época (1984), e é sua associada honorária. Acreditou e lutou pelo desenvolvimento do Museu, tendo sempre em mira a defesa, valorização e divulgação do património cultural e natural, sobretudo paleontológico.

À medida que se empenhava na construção do Museu, apostou na sua própria formação, o que lhe permitiu juntar a intuição e o saber organizado e sistematizado.

Porventura, terá sido esta predisposição para descobrir, conhecer e avançar que a levou num momento mágico a olhar para o chão no campo e entre miríades de coisas identificar algo de especial, que a qualquer um de nós passaria despercebido. Mas à Isabel não!

O talento, a curiosidade e a perspicácia deram origem ao início de uma descoberta de valor científico ímpar, a nível nacional e internacional. Tratava-se de um ninho de ovos de dinossauro com cerca de 150 milhões de anos. Marco relevante para a ciência, para o Museu da Lourinhã e para a própria Lourinhã.

Outra dimensão era o lado humano e de atenção ao outro revelado, por exemplo, através do seu gosto pela Etnografia, o envolvimento nas comunidades locais, o conhecimento dos seus hábitos e comportamentos ou do modo afetuoso como acolhia na sua casa jovens investigadores que escolhiam o Museu para realizarem os seus trabalhos de investigação e aí encontravam o “porto de abrigo” para quem estava fora do seu lar e da sua terra e, naturalmente, com as saudades a baterem à porta.

Vamos sentir a sua falta.

Até sempre.

Lubélia Gonçalves, presidente da direcção do GEAL - Grupo de Etnologia e Arqueologia da Lourinhã/Museu da Lourinhã