Pesquisa   Facebook Jornal Alvorada

Assinatura Digital

Oeste: Reabertos Castelo e sala de espetáculos em Torres Vedras após mau tempo do início do ano

castelotorresvedrasdr

O Castelo de Torres Vedras reabriu hoje, depois de reunidas as condições de segurança após o mau tempo dos meses de janeiro e fevereiro, informou o município, que autorizou também a reabertura da sala de espetáculos Bang Venue.

Em declarações à Lusa, o vice-presidente da Câmara Municipal, Diogo Guia, responsável pela Proteção Civil, adiantou que o Castelo foi reaberto a 90%, mantendo-se apenas encerradas a igreja e a zona onde ocorreu um aluimento de terras. Assim, as ruas na envolvente do Castelo irão continuar encerradas à circulação de pessoas e veículos, mas a autarquia autorizou a reabertura da sala de espetáculos Bang Venue.

Ainda segundo o autarca, a decisão foi tomada depois de ter sido conhecido o relatório de avaliação da situação elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), já que se verificou que existem as “condições necessárias para a reabertura do espaço ao público”, cinco meses depois das intempéries.

Relativamente às quatro famílias que ficaram desalojadas, e depois de a autarquia ter avançado com a “expropriação urgentíssima” e “imediata posse administrativa” por 536 mil euros das casas na encosta do Castelo, por falta de condições de segurança, Diogo Guia referiu que o município prepara-se para assinar contrato com um dos agregados para lhe entregar uma casa municipal a título definitivo. “Estamos a ultimar as soluções para outras duas [famílias] e a identificar um imóvel para a quarta [família]”, acrescentou o vice-presidente da Câmara de Torres Vedras, no distrito de Lisboa.

Quanto tomou a decisão da expropriação, em abril, a autarquia justificou que era “indispensável para a adoção de ações visando a estabilização das encostas do morro do Castelo, assegurando desse modo a segurança de pessoas e bens e a conservação/reabilitação do património cultural”. Na altura, a autarquia indicou também que, depois de sondagens geotécnicas junto ao Castelo, iria avançar com um plano de intervenção, o que passará pela construção de um muro de contenção da base da encosta, obras de estabilização do talude e construção de um sistema de drenagem das águas pluviais, recomendações feitas pelos técnicos do LNEC quando visitaram o local no final de fevereiro.

A instabilidade das muralhas e do morro do Castelo de Torres Vedras, associada a episódios de derrocadas frequentes por deficiências nos sistemas de drenagem de águas pluviais, está documentada desde pelo menos o século XX. Desde 1999, foram identificadas prioridades e a necessidade de um plano de intervenção para o Castelo, que englobasse um projeto de drenagem de águas pluviais. Apesar de terem sido realizados relatórios de monitorização do estado de conservação e sugeridas ações a realizar, o plano global nunca chegou a ser elaborado, nem executado.

Texto: ALVORADA com agência Lusa.