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Incêndios: MAI adverte para “risco extremo” e pede que portugueses não usem fogo

incendios lusa 2022

O ministro da Administração Interna apelou hoje a que “todos os cidadãos tenham consciência” da situação de “risco extremo” de incêndios em Portugal, defendendo que a evolução dos próximos dias irá depender do comportamento dos portugueses.

“Estamos a viver momentos de risco extremo e é preciso que todos os cidadãos tenham consciência deste risco extremo e que actuem e se comportem de acordo com padrões de segurança colectiva que todos devem respeitar”, assinalou José Luís Carneiro.

O ministro da Administração Interna falava aos jornalistas na Base Aérea de Figo Maduro, em Lisboa, pouco depois de ter sobrevoado, a bordo de uma aeronave P-3C Cup+ da Força Aérea, os incêndios que lavram em Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança, e em Ourém.

José Luís Carneiro alertou que “até dia 14, dia 15”, vão existir “circunstâncias excepcionais que vão exigir um esforço muito grande” do conjunto da população portuguesa, e designadamente “das autarquias de freguesia, das Câmaras Municipais, dos bombeiros portugueses, da Guarda Nacional Republicana (GNR), de todas as forças de protecção civil”.

No entanto, o governante relembrou que “mais de 50%” das causas dos incêndios são “causas humanas”, decorrentes de “uso de fogo, nomeadamente com queimas, com queimadas, com o uso de máquinas agrícolas ou florestais”.

José Luís Carneiro apelou assim a que os portugueses façam “todos os esforços” para evitar o “uso do fogo”, recordando que “é absolutamente proibido fazer fogo” e que se deve "evitar a todo o custo o uso de quaisquer máquinas para trabalhos agrícolas ou florestais”. “Estão proibidas estas práticas porque, com a proibição destas práticas, estamos a actuar junto de 50% das causas destes incêndios conhecidos até agora”, explicou.

Num dia em que a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) anunciou que, na sexta-feira, se atingiu o número máximo de deflagrações este ano, com 121 ignições, José Luís Carneiro foi questionado se, nos próximos dias, é expectável que esse número seja ultrapassado. “Eu acho que tudo depende do comportamento dos nossos concidadãos”, respondeu o ministro, reiterando que, “apesar das condições meteorológicas, das condições que têm a ver com a humidade abaixo dos 20% em território nacional - que são circunstâncias excepcionais -, mais de 50% das causas, são causas humanas”.

José Luís Carneiro sustentou assim que, se todos actuarem “com sentido de responsabilidade, com certeza” que será possível “enfrentar a conjugação destas condições naturais que, por si só, são muito complexas e muito exigentes”. “Se mais de 50% tem a ver com o uso de fogo, nomeadamente com queimas, com queimadas, e com o uso de máquinas agrícolas ou florestais, então significa que nós temos 50% de condições para reduzir o risco de incêndio”, indicou. José Luís Carneiro acrescentou ainda que, além dos 50% relativos a comportamentos negligentes, “11% das causas apontam para atitudes criminais”, estando a ser “objecto de trabalho da parte das autoridades”.

Pouco depois de ter voado a bordo do P-3C Cup+ - que pode ser solicitado pela GNR para fiscalizar incêndios, como foi o caso no voo de hoje -, José Luís Carneiro salientou que a conjugação das “condições de fiscalização aérea” com os “mecanismos de fiscalização e detecção” que estão em todo o território nacional permitem “deter com eficácia aqueles que atentam contra a segurança colectiva”. “Este ano, já temos mais de 500 suspeitos quando, no ano que passou, em igual período, tínhamos pouco mais de 300, e temos já 47 detenções, o que mostra também a eficácia dos meios de vigilância e de fiscalização e, simultaneamente, de sancionamento daqueles que estão a colocar em causa a nossa segurança colectiva”, frisou.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Lusa