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Ucrânia: Portugal aceita mais de 28 mil pedidos de protecção temporária

SEF Ucrania

Portugal aceitou mais de 28 mil pedidos de protecção temporária de ucranianos e estrangeiros residentes na Ucrânia, desde o início da guerra com a Rússia, sendo que mais de dez mil são de menores, foi hoje anunciado.

Num balanço actualizado, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) indica, numa nota à imprensa, que admitiu 28.243 pedidos de protecção temporária de cidadãos ucranianos e estrangeiros que residem na Ucrânia, dos quais 10.051 são de menores.

No decorrer do processo para a obtenção de protecção temporária em Portugal, os cidadãos têm acesso aos números fiscal, de Segurança Social e do Serviço Nacional de Saúde, podendo assim beneficiar destes serviços e ingressar no mercado de trabalho.

O SEF tem uma plataforma 'online', em três línguas, para pedidos de protecção temporária por residentes ucranianos. A plataforma 'SEFforUkraine.sef.pt' "possibilita a todos os cidadãos ucranianos e seus familiares (agregado familiar), bem como a qualquer cidadão estrangeiro a residir na Ucrânia, fazer 'online' um pedido de protecção temporária de um ano, prorrogável por dois períodos de seis meses", segundo o SEF. A plataforma contém ainda informação relativa a outras questões de acolhimento e integração de pessoas deslocadas.

A Rússia lançou em 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.480 civis, incluindo 165 crianças, e feriu 2.195, entre os quais 266 menores, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior. A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,2 milhões para os países vizinhos. Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Texto: ALVORADA com agência Lusa