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Autárquicas: CDS remete para o Verão posição sobre eventual adiamento das eleições

eleicoes autarquicas de 2021

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, remeteu hoje para o Verão, com "dados mais consistentes sobre a situação da pandemia e a evolução do plano de vacinação", uma posição sobre um eventual adiamento das eleições autárquicas.

"Vamos aguardar pela evolução da situação da pandemia e do plano de vacinação e para o início do Verão estaremos todos em condições de tomar, com a devida antecipação uma decisão mais ponderada e razoável sobre o adiamento das eleições autárquicas".

O líder do CDS, que falava aos jornalistas no final de uma visita aos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, acompanhado pelo presidente da Câmara Municipal, Victor Mendes, e vários elementos do executivo municipal de maioria CDS-PP, disse estar "sensível com as preocupações da realização das eleições autárquicas no calendário normal", mas considerou ser "precoce" uma decisão final sobre o assunto.

"Reservamos a decisão final e a ponderação sobre o adiamento quando tivermos dados mais consistentes sobre a situação da pandemia e a evolução do plano de vacinação. Estamos a meses das eleições autárquicas e parece-me ainda precoce que esse julgamento seja feita à data de hoje. Há um conjunto de variáveis que ainda não conseguimos apurar com exatidão e precisão", referiu.

Questionado sobre o acordo-quadro para as autárquicas, entre CDS-PP e PSD, Francisco Rodrigues dos Santos, escusou-se a adiantar mais pormenores. "Neste momento os dois partidos estão em negociações e enquanto não for oficializado um acordo público, nós manteremos reserva quanto às conversas que estamos a manter", disse.

Os presidentes do PSD, Rui Rio, e do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, anunciaram, em 27 de Janeiro, que vão assinar até meados deste mês um acordo-quadro para as autárquicas que exclui a possibilidade de coligações com o Chega.

No final de uma reunião de cerca de hora e meia, Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos não quiseram referir-se nem a municípios concretos nem balizaram o número de coligações pré-eleitorais que esperam alcançar, que estará dependente da vontade das estruturas locais e da aceitação das direcções nacionais.

Texto: ALVORADA com agência Lusa