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Autárquicas: CDS “sensível” ao adiamento das eleições mas, para já, não apoia proposta do PSD

eleicoes autarquicas de 2021

O CDS-PP é “sensível às preocupações” quanto ao adiamento das eleições autárquicas, mas não apoia, para já, a proposta do PSD de atrasar as eleições até Dezembro, por querer esperar dados mais concretos sobre a pandemia e a vacinação.

O CDS, que tem pendente a assinatura de um acordo-quadro para as autárquicas, alegou, numa resposta à Lusa, que “está sensível às preocupações” com a “realização das eleições autárquicas no calendário normal” e que “irá acompanhar com atenção a evolução da situação pandémica e do processo de vacinação nos próximos meses”.

“A ponderação do adiamento das eleições autárquicas deverá ter lugar em momento posterior, quando for possível obter dados mais consistentes sobre a pandemia e o número de vacinados na altura em que se prevê que o acto eleitoral ocorra”, escreveu na resposta à Lusa o coordenador autárquico nacional dos centristas, Fernando Barbosa.

Os presidentes do PSD, Rui Rio, e do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, anunciaram, em 27 de Janeiro, que vão assinar até meados deste mês um acordo-quadro para as eleições autárquicas que exclui a possibilidade de coligações com o Chega. No final de uma reunião de cerca de hora e meia, Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos não quiseram referir-se nem a municípios concretos nem balizaram o número de coligações pré-eleitorais que esperam alcançar, que estará dependente da vontade das estruturas locais e da aceitação das direcções nacionais.

Na resposta sobre a proposta de adiamento das eleições, Fernando Barbosa escreveu que, “neste momento, o país deve estar concentrado em garantir que o combate à pandemia seja eficaz e que a vacinação seja célere e decorra sem desvios”, defendendo que é preciso contribuir para a “defesa da estabilidade democrática do país”.

O PSD anunciou hoje um projecto-lei que prevê um “regime excepcional e temporário” para adiar as autárquicas por dois meses e dar ao Governo a possibilidade de as marcar - excepcionalmente em 2021 devido à pandemia de Covid-19 - entre 22 de Novembro e 14 de Dezembro, em vez de, como prevê a lei eleitoral, entre 22 de Setembro e 14 de Outubro.

De acordo com a lei eleitoral para os órgãos das autarquias locais, estas eleições são marcadas "por decreto do Governo com, pelo menos, 80 dias de antecedência" e realizam-se "entre os dias 22 de Setembro e 14 de Outubro do ano correspondente ao termo do mandato".

Texto: ALVORADA com agência Lusa