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Covid-19: Ensino não presencial retomado a partir de 8 de Fevereiro

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O regime de ensino não presencial vai ser retomado dia 8 de Fevereiro, segunda-feira, anunciou hoje o Governo no final de uma reunião do Conselho de Ministros em que foram tomadas novas medidas de contenção da pandemia de Covid-19. A paragem lectiva mantém-se até dia 5 de Fevereiro, sexta-feira.

"O Governo determinou, por um lado, manter a suspensão das actividades lectivas até sexta-feira, dia 5 de Fevereiro, nos estabelecimentos de educação e ensino e por outro lado retomar as actividades lectivas em regime não presencial a partir de segunda-feira, dia 8 de Fevereiro", disse o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

As novas medidas decididas hoje fazem parte do novo período de Estado de Emergência que irá vigorar a partir das 00h00 de 31 de Janeiro até 14 de Fevereiro.

O Governo precisou que a suspensão das actividades e o regime não presencial “não obstam à realização de provas ou exames de curricula internacionais”, e que sempre que necessário podem ser assegurados presencialmente apoios terapêuticos em centros de educação especial, escolas e centros de recursos para inclusão.

Em conferência de imprensa no final da reunião do Conselho de Ministros, Tiago Brandão Rodrigues disse que no regime a vigorar a partir de dia 8 se aplicam as regras previstas para o regime não presencial aprovadas em Julho do ano passado e que se mantêm as respostas sociais em curso (apoios terapêuticos por exemplo), a disponibilização de refeições a alunos da ação social escolar (na quarta-feira foram servidas mais de 20 mil refeições disse o ministro), e que se mantém a rede de escolas de acolhimento para os filhos de trabalhadores considerados essenciais (dos mil estudantes em média).

Tiago Brandão Rodrigues disse que os três dias de interrupção lectiva do carnaval serão dias de actividade lectiva, “presencial ou não” porque ainda não está decidido, e lembrou que na Páscoa haverá uma semana de interrupção e que no final do ano terá de haver um “ajustamento dos calendários escolares”.

“Gostaríamos de abrir as escolas o mais cedo possível, mas com segurança”, salientou o ministro, afirmando também que é melhor o ensino presencial do que não presencial, optando-se por este por não haver capacidade para mover o calendário escolar.

“Estamos melhor preparados (para o ensino não presencial) do que estávamos no passado”, disse, afirmando que as escolas estão preparadas e que há mais computadores do que no início do ano, e que estão “a caminho” mais 335 mil computadores, além dos 100 mil já distribuídos, embora, admitiu, “existam constrangimentos” em relação a estes últimos.

Tiago Brandão Rodrigues lembrou que as decisões hoje anunciadas se destinam às próximas duas semanas, disse que a prioridade do Governo é abrir as escolas o mais rapidamente possível, mas acrescentou que tal dependerá da evolução da pandemia de Covid-19.

Quanto ao calendário de exames, “existindo ajustamento será oportunamente anunciado”, disse.

 

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Sofia de Medeiros/ALVORADA (arquivo)