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Segurança rodoviária pede contributos para nova estratégia de combate aos mortos nas estradas

ANSR 3

A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) iniciou hoje um período de recolha de contributos para a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 2021-2030 que tem como objectivo alcançar zero mortos em acidentes nas estradas portuguesas. Em comunicado, a ANSR explica que o período de recolha de contributos à sociedade civil vai decorrer até ao final deste mês e sustenta que há mais de quatro centenas de entidades que podem ajudar no combate da sinistralidade rodoviária.

Segundo a ANSR, a ‘Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária 2021-2030: VisaoZero2030’, que se encontra em desenvolvimento, vai estabelecer “a visão de longo prazo da política de segurança rodoviária em Portugal” e determinar as metas e os objectivos estratégicos e operacionais correspondentes, que serão implementados por meio de planos de acção bienais.

“A segurança rodoviária é um compromisso e uma responsabilidade de todos, e o seu combate exige um esforço partilhado entre o estado, organizações públicas, autarquias, gestores de infraestruturas, organizações com responsabilidades na segurança e na mobilidade rodoviária, academia, sector empresarial, agentes económicos, organizações e associações e também de todos os cidadãos, pelo que a ANSR pretende que a nova estratégia integre contributos de toda a sociedade civil”, refere.

No comunicado, a Segurança Rodoviária sublinha que Portugal fez “progressos assinaláveis” em matéria de segurança rodoviária nos últimos 25 anos, com uma redução superior a 75% no número de mortos a 30 dias, mas em 2019 ainda perderam a vida na estrada mais de 600 pessoas. A ANSR refere que estes números correspondem a três aviões A320 a caírem por ano no nosso país sem qualquer sobrevivente, sendo o custo económico e social anual sociedade superior a dois mil milhões de euros. “Este é um preço inaceitável a pagar pela mobilidade numa sociedade evoluída. Os acidentes na estrada não têm que ser mortais. A morte é um preço demasiado alto para pagar por um acidente e não há outro sistema de transporte onde sejam aceites estes números. Não aceitamos mortes no ar nem na ferrovia e também não devemos mais aceitá-las na estrada”, frisa a ANSR. Nesse sentido, acrescenta que a base de todas as decisões tomadas na mobilidade e na segurança rodoviária passa pelo princípio de que “nenhuma perda de vida é aceitável".

“Zero é o único número aceitável”, frisa, salientando que é “necessário reforçar o compromisso de todos com a segurança rodoviária através da definição e aplicação de políticas públicas eficazes e eficientes que mobilizem toda a administração pública central e local, o sector privado e a sociedade em geral”. A ANSR indica ainda que os contributos podem ser enviados para Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

No final deste ano termina a Estratégia Nacional de Segurança Rodoviária (PENSE 2020) que tem como metas reduzir em 56% o número de vítimas mortais e em 22% os feridos graves até 2020, face aos valores de 2010, quando morreram nas estradas portuguesas 937 pessoas e 2.475 ficaram gravemente feridas.

O último relatório da ANSR indica, que entre Janeiro e Agosto, ocorreram 16.941 acidentes com vítimas, dos quais resultaram 255 óbitos ocorridos no local do acidente ou durante o transporte até à unidade de saúde, 1.202 feridos graves e 19.733 feridos leves. Em comparação com 2019 registaram-se menos 6.267 acidentes com vítimas (-27%), menos 58 vítimas mortais (-18,5%), menos 334 feridos graves (-21,7%) e menos 8.484 feridos leves (-30,1%), mas o país esteve em confinamento durante 45 dias entre Março e Abril devido à Covid-19.

Texto: ALVORADA com agência Lusa