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Desabafos: As lavadeiras

Era um fim de tarde de Verão. Às vezes tínhamos de aguardar que as lavadeiras recolhessem a roupa estendida sobre a erva a corar ao sol.

Admirava aquelas mulheres. Lavavam a roupa suja, com sabão azul e branco, na água límpida e corrente da ribeira. Esfregavam, batiam, enxaguavam e voltavam a bater com ela na pedra, enquanto riam, cantavam e falavam das novidades. Por vezes, quando havia nódoas mais difíceis, tinham que fazer uma barrela. Depois, escorriam, torciam e estendiam-na sobre a erva para que secasse e corasse ao sol.

Recolhida a roupa, que depois as mulheres levavam à cabeça em grandes alguidares, era altura de preparar o campo para a jogatina. Duas pedras a fazer de baliza dum lado, outras tantas do outro e estava preparado.

O jogo decorria com o habitual entusiasmo no 'ervado' inclinado da Ribeira mesmo em frente ao Miradouro. Cinco de cada lado. "Muda aos cinco e acaba aos dez"...

João Henrique Farinha