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Desabafos: As colecções

Entre muitas brincadeiras e passatempos lembro, com saudade, um costume que havia quando eu era criança/adolescente. As colecções. Algumas eram mais importantes do que outras, mas todas faziam com que andássemos entretidos e ocupados, testando a nossa paciência e, porque não dizê-lo, aumentando os nossos conhecimentos.

Desde os cromos da bola às caixas de fósforos, das moedas aos postais ilustrados, das folhas das plantas (o velho herbário) às pedras, a que mais me marcou foi a colecção de selos de correio. Foi ela que me fez correr as casas da vila na cegueira de encontrar estampilhas para juntar à minha colecção. Saltava de casa em casa. Do Sr. Bártolo para a Dª Preciosa, da Dª Albertina Lima para o Sr. Olímpio Craveiro (este, também coleccionador, não deixou de contribuir com alguns que tinha repetidos). Era uma correria alegre e entusiasmante.

Depois era cuidar deles. Descolá-los, sem os danificar, com vapor de água ou mergulhando-os em água tépida, tendo o cuidado de não danificar as cores, retirá-los com uma pinça e pô-los a secar em papel mata-borrão e, finalmente, prensá-los durante 24 horas entre as folhas de um livro, para que ficassem lisos. Eram depois arquivados em álbuns que improvisávamos.

Ainda hoje guardo a minha colecção de selos.

João Farinha