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Desabafos: Nós e as máquinas

A pandemia não veio ajudar, não, mas também não foi por causa dela. Já estava a acontecer antes do vírus ter vindo alterar, por completo, as nossas vidas.

Estamos a ficar cada vez mais isolados. Já não sabemos comunicar uns com os outros sem ser através das máquinas. Estamos a ficar como elas. Autómatos. Já ninguém quer falar connosco, cara a cara, de olhos nos olhos.

Mande um Mail...”, “Pode marcar por computador...”, “Se quer informações, marque tecla 1, se deseja consulta, marque tecla 2...”. E, se para os jovens de hoje isto é canja, para os mais velhos é um drama, que leva a um maior alheamento e consequente solidão.

Nas ruas, jardins, lojas e restaurantes é raro encontrar alguém a conversar. O teclar do telemóvel ou do tablet é o que chega aos nossos ouvidos. E, uma modernidade que poderia significar companhia e algo de bom, tornou-nos mais tristes e solitários.

O que nos distinguia das máquinas está a desvanecer-se e são elas que comandam as nossas vidas, concedendo-nos a ilusão de, só por sermos nós a teclar, sermos nós a comandá-las.

João Henrique Farinha