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João e Maria e a Covid-19

João e Maria são um jovem casal, trabalhador, empreendedor e sempre atentos às tendências e evoluções do mercado. João e Maria têm todas as razões para estarem felizes- ninguém na família ficou doente com a Covid-19, não perderam os seus empregos, os seus rendimentos não foram sequer beliscados. Sentem-se agradecidos, mas nem por isso deixam de estar preocupados com o futuro, pois sabem bem que a economia de um país funciona em cascata, o que quer dizer que se a perda de rendimentos for muita, se os números do desemprego dispararem, isso inevitavelmente acabará por se refletir nos seus negócios. Assim, em vez de ficarem apreensivos, resolvem agir com determinação.

João e Maria, que já eram adeptos do comércio tradicional, intensificam essa postura e fazem regularmente listas de compras de modo a consumir o mais variadamente possível nas lojas da sua vila. Compraram a tal televisão nova que falavam há meses, consomem no ‘take-away’ quando se proporciona, compraram a bicicleta que o filho lhes pedia e até começaram a pequena remodelação que vinham a adiar há anos. Projetam assim que lhes seja permitido, fazer as próximas férias exclusivamente em território português. Planeiam frequentar os restaurantes habituais, logo que estes abram portas.

Tudo isto porque têm a noção de que em tempos de risco, se aqueles que detêm rendimentos se coibirem de investir, a economia definha e dá-se início a uma profunda crise financeira.

Não foi só no plano económico que o casal amadureceu. João aprendeu com esta pandemia a desprender-se do dinheiro. Maria que já era um coração solidário, intensificou essa postura e passou a estar mais atenta a familiares, ou vizinhos que precisem de ajuda. Habituados a umas curtas férias nesta altura do ano, e não as podendo fazer, decidem juntos que o dinheiro das mesmas, será para ajudar instituições, e para comprar bens alimentares a produtores que não os estão a conseguir escoar. Assim batatas, cebolas e outros alimentos perecíveis entram inesperadamente pela porta de quem não espera.

João e Maria são crentes, mas sabem que acreditar não basta, é preciso por mãos à obra e contribuir ativamente para construir uma economia forte e saudável. Uma economia que possa responder com prontidão ao bem-estar de todos os cidadãos.

João e Maria, posso ser eu que escrevo este artigo, pode ser o caro leitor, pode ser qualquer cidadão português.

Empenho, atenção e partilha, é tudo o que é preciso para ser um ‘João e Maria’ e prevenir que a seguir a uma crise sanitária, não venha uma pandemia económica.

Florbela Fernandes dos Santos
Ribamar