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Oeste: Conselho Regional Sul da Ordem dos Médicos pede condições para fixar clínicos

Alexandre Valentim Lourenco

O presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos defendeu hoje, em Torres Vedras, que existem médicos de família suficientes e que o que é preciso é dar-lhes condições para trabalharem.

“Estamos a formar 550 médicos de família por ano, dá 2.500 em cinco anos e, nos próximos três a quatro anos, vão reformar-se 1.500, ou seja, estamos a formar mais do que aqueles que se reformam, mas não estamos a formar o suficiente para compensar aqueles que desistem porque vão para a medicina privada ou que rescindem o contrato para serem tarefeiros e receberem mais”, afirmou aos jornalistas Alexandre Valentim Lourenço, durante uma visita esta tarde ao Centro de Saúde de Torres Vedras, do Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Sul.

“Temos de os captar e dar-lhes as mesmas condições do que os hospitais privados”, disse, considerando que não é admissível, por exemplo, os profissionais comprarem aparelhos de ar condicionado e depois não os conseguirem ligar para não gastarem eletricidade. “Os médicos de família não descem do Norte, porque, para um ordenado de 1.700 euros, têm de pagar uma renda de casa de 900 e não têm um projecto, por isso não querem vir sozinhos”, exemplificou.

Para o presidente do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, a solução poderia passar pela criação de Unidades Familiares de Saúde de tipo C ou B, em que recebem incentivos em função dos objectivos, ou cooperativas de médicos para que se possam organizar e pedir mobilidade em conjunto.

Alexandre Valentim Lourenço visitou também durante a manhã os hospitais de Caldas da Rainha e Torres Vedras, pertencentes ao CHO - Centro Hospitalar do Oeste, onde concluiu que “é inviável a urgência funcionar nas duas unidades”, dada a falta de médicos. Por isso, defendeu que, enquanto não for construído um novo hospital para a região Oeste, a solução poderia passar por “fundir” os dois serviços e “fazer com que as equipas consigam não estar duplicadas e trabalhem sem tanto esforço”, para não afastar profissionais e doentes.

Para o representante da Ordem dos Médicos, também não se resolve “o problema das urgências sem resolver o problema dos cuidados primários, onde há portas muito melhores do que a das urgências para tratar muitas situações”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA