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IP vai lançar concurso para projecto de modernização da Linha do Oeste entre Caldas da Rainha e Pombal

Linha do Oeste contrato CR 28062022

A Infraestruturas de Portugal (IP) prevê lançar nas próximas semanas o concurso para o projecto de modernização da Linha do Oeste entre Caldas da Rainha e Louriçal (Pombal), obra incluída no programa ‘Ferrovia 2030’.

“Temos já os documentos do concurso preparados para o lançar e estamos a aguardar autorização para fazer o lançamento do concurso para contratação do projeto, que perspectivamos que possa ser lançado nas próximas semanas”, anunciou hoje o vice-presidente da IP, Carlos Fernandes.

Nas Caldas da Rainha, onde hoje foi consignada a empreitada de modernização do troço da Linha do Oeste entre Torres Vedras e Caldas da Rainha, o responsável da empresa anunciou que a continuação da empreitada, para Norte, é um dos principais investimentos do programa ‘Ferrovia 2030’, que representa um investimento total de oito mil milhões de euros na via e de 1.700 milhões de euros em material circulante.

A “intervenção ambiciosa” prevista para o troço Caldas da Rainha-Louriçal vai permitir, segundo Carlos Fernandes, o aumento da velocidade “para patamares na ordem dos 160 quilómetros/hora, a duplicação da linha preparada para articular com o futuro projecto de alta velocidade que terá estação em Leiria, a electrificação do troço a 25 mil volts, a instalação de modernos sistemas de sinalização, a supressão de várias passagens de nível e a intervenção em pontes metálicas para reforçar a sua capacidade de carga”.

Esta será a terceira fase do projecto de modernização e electrificação da linha, que tem actualmente em curso um investimento global de 158 milhões de euros, dividido em duas grandes empreitadas, a primeira das quais corresponde à electrificação e modernização do troço entre Mira Sintra-Meleças e Torres Vedras, no valor de 61,5 milhões de euros, e a segunda o troço Caldas da Rainha-Torres Vedras, no valor de 38,4 milhões de euros, cuja empreitada foi hoje consignada.

Com esta modernização em curso “o Governo português propôs a inclusão da Linha do Oeste na rede transeuropeia de transporte”, anunciou o mesmo responsável, adiantando ainda que a proposta “já foi aceite pela Comissão Europeia” e encontra-se actualmente em fase de consulta pública, devendo ser posteriormente votada no Parlamento Europeu. Com esta inclusão “cria-se uma responsabilidade para o país, que é assegurar que a Linha do Oeste vai ser uma estrutura multioperável e electrificada até 2050, permitindo cargas até 2,5 toneladas e a circulação de comboios de mercadorias com pelo menos 750 metros”.

Na sua intervenção o vice-presidente da IP admitiu “preocupação” com o ritmo da empreitada entre Torres Vedras e Meleças, com apenas 30% de execução por “razões exógenas à obra”, como a pandemia de Covid-19, “as dificuldades logísticas provocadas pela guerra na Ucrânia e um aumento brutal dos materiais”. E, acrescentou, também pela “dificuldade do consórcio em avançar com a obra, por via da saída que tinha a componente ferroviária”.

Carlos Fernandes informou hoje que a empresa submeteu já à IP uma proposta de cedência contratual para o consórcio Ramalho Rosa (responsável pelo troço Caldas da Rainha-Torres Vedras). A IP “irá pronunciar-se rapidamente sobre o pedido, mas acredito que chegámos a uma solução que nos permite resolver o problema que estava criado nesta obra e que podemos rapidamente mobilizar meios e avançar com a execução”, disse o responsável da empresa pública.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA