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Classificação do Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha como Monumento de Interesse Público em consulta pública

museuceramicacr

O projecto de classificação do Museu da Cerâmica das Caldas da Rainha como Monumento de Interesse Público vai estar em consulta pública durante 30 dias, de acordo com o anúncio publicado hoje em Diário da República.

No anúncio, datado de 23 de Março, o director-geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos, assume a intenção de propor à secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural a classificação como Monumento de Interesse Público (MIP) do Museu de Cerâmica, situado no antigo Palacete Visconde de Sacavém, nas Caldas da Ranha.

A classificação, que inclui o jardim envolvente ao palacete, tem como fundamento uma proposta da Secção do Património Arquitectónico e Arqueológico do Conselho Nacional de Cultura, de 15 de Dezembro de 2021.

A fundamentação, despacho, planta com a delimitação dos bens a classificar e da respectiva zona geral de protecção estão disponíveis na página electrónica da Direcção-Geral do Património Cultural.

A consulta pública tem a duração de 30 dias, devendo as reclamações ou sugestões ser dirigidas à DGPC.

De acordo com a página da Direcção Regional de Cultura do Centro, o Museu da Cerâmica foi criado oficialmente em 1983, depois de em 1981 ter sido adquirida para esse efeito a antiga Quinta Visconde de Sacavém, localizada na zona na zona histórica da cidade, junto ao Parque D. Carlos I e à Fábrica Bordalo Pinheiro.

A Quinta Visconde de Sacavém é um conjunto arquitectónico revivalista de final do século XIX, constituído por um palacete tardo-romântico que abriga a exposição permanente assim como áreas anexas, remodeladas, onde se situam a sala de exposições temporárias, a loja, olaria e centro de documentação.

Os jardins da quinta, de traçado romântico, constituem um conjunto evocativo do gosto do final do século XIX com alamedas, canteiros, floreiras e um auditório ao ar livre.

Em 2021, o museu foi alvo de uma reparação orçada em mais de 37 mil euros, para reparar e substituir as caixilharias de madeira, assim como reconstruir o alpendre nascente que tinha sido interditado em 2019, por razões de segurança.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados