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Covid-19: Hospitais do Oeste estimam retomar consultas e cirurgias não programadas em Março

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O CHO - Centro Hospitalar do Oeste começou a reduzir as enfermarias Covid-19, com a diminuição da procura aos serviços de urgências, e estima retomar no próximo mês as consultas e cirurgias não programadas. "Estamos a avaliar se conseguimos retomar as consultas e as cirurgias não programadas em Março", afirmou à agência Lusa Elsa Baião, presidente do conselho de administração da empresa que gere os hospitais públicos oestinos, apesar de reconhecer que "ainda há um grande número de profissionais afectos às áreas Covid" nos hospitais de Caldas da Rainha e de Torres Vedras.

A retoma da actividade assistencial não programada decorre de uma menor procura às urgências e de uma diminuição do internamento de doentes com Covid-19, registadas desde o dia 10 de Fevereiro. "Já desativámos 13 camas covid e estamos a fazer uma avaliação dia-a-dia para ir desmantelando outras, mas temos de ser cautelosos porque ainda existe instabilidade", explicou Elsa Baião.

A capacidade de internamento para doentes infetados pela Covid-19 baixou de 142 para 129 camas nos dois hospitais de Torres Vedras e Caldas da Rainha, à medida que foram sendo desocupadas.

Em meados de Janeiro, com o aumento de casos de infecção de Covid-19 na região, resultante sobretudo de surtos em lares da região, o CHO aumentou para 142 as camas nas enfermarias dedicadas à Covid-19, número que não chegou a ser suficiente e obrigou a transferir doentes para outros hospitais. Essas transferências ocorreram também por não existir no CHO uma Unidade de Cuidados Intensivos, que a administradora hospitalar admitiu que "teria sido muito útil para haver uma resposta interna, sem haver necessidade de transferir doentes".

A redução do internamento para outros doentes foi possível por não haver cirurgias e essas camas cirúrgicas se encontrarem desocupadas.

No CHO, o internamento para doentes com Covid-19 chegou a representar quase 60% da lotação total. Em meados de Janeiro, a afluência à urgência foi de 60 doentes por dia no Hospital de Torres Vedras, onde houve dias em que se registou uma fila de mais de 10 ambulâncias à porta, quando hoje se situa em metade do número de atendimentos, adiantou Elsa Baião. Com a menor pressão dos serviços hospitalares por parte de doentes Covid-19, o CHO abriu hoje no Hospital de Peniche uma enfermaria não Covid, com 20 camas, tendo iniciado a transferência de doentes.

Recorde-se que o Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos de Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

Texto: ALVORADA com agência Lusa