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Peniche: Aberto concurso para direcção do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade

Museu da Resistencia Peniche

A Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) abriu concurso para a direcção do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, em Peniche, segundo aviso publicado hoje em Diário da República.

O concurso internacional encontra-se aberto durante 30 dias úteis e estipula três anos como o tempo da comissão de serviço do futuro director e um salário de 2.996,21 euros, acrescido de suplemento para despesas de representação no montante de 312,14 euros. Os candidatos têm de possuir licenciatura e habilitações e competências técnicas específicas na área da museologia ou na área patrimonial, assim como aptidão para o exercício de funções de direcção, coordenação e de gestão.

São factores a valorizar nas candidaturas, entre outros, a formação pós-graduada nas áreas disciplinares da Museologia, do Património e da Conservação e Restauro, assim como conhecimentos da estrutura da Administração Pública, da legislação de enquadramento do património cultural e das políticas e problemáticas culturais contemporâneas. Ainda segundo o aviso publicado hoje, a verba para programação será de 10% do orçamento total, que está fixado em 237.645 euros.

Em Setembro, a DGPC lançou o concurso de 2,8 milhões de euros para obras destinadas à concretização do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, com um prazo de execução de um ano. O museu vai ter um custo final de 4,3 milhões de euros, mais cerca de 800 mil euros do que o inicialmente previsto.

O Museu Nacional da Resistência e da Liberdade vai surgir na Fortaleza de Peniche, onde têm estado a decorrer obras de requalificação e onde foi inaugurada, em Abril de 2019, a exposição ‘Por Teu Livre Pensamento’, uma amostra do que vai ser o futuro museu. Em Abril de 2017, o Governo aprovou um plano de recuperação da Fortaleza de Peniche para instalar o museu na antiga prisão da ditadura do Estado Novo, destinada a presos políticos. Em setembro de 2016, a Fortaleza de Peniche foi integrada pelo Governo na lista de monumentos históricos a concessionar a privados, no âmbito do programa Revive, mas passados dois meses foi retirada, pela polémica suscitada, levando a Assembleia da República a defender a sua requalificação, em alternativa. A fortaleza, classificada como Monumento Nacional desde 1938, foi uma das prisões do Estado Novo de onde se conseguiu evadir, entre outros, o histórico secretário-geral do PCP Álvaro Cunhal, em 1960, protagonizando um dos episódios mais marcantes do combate ao regime ditatorial.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA (arquivo)