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Município de Torres Vedras compromete-se a reparar os acessos ao hospital público da cidade

CHO CMTV protocolo 2020

O Município de Torres Vedras e o CHO - Centro Hospitalar do Oeste assinaram uma adenda ao protocolo cooperação entre as duas instituições de 12 de Fevereiro. Segundo revelou a autarquia na sua página oficial na internet, o documento foi subscrito no passado dia 30 de Outubro pelo presidente da Câmara Municipal, Carlos Bernardes, e pela presidente do Conselho de Administração do CHO, Elsa Baião. A adenda ao documento incide sobre as obrigações da edilidade, que passa a ter como competência intervir sobre o pavimento deteriorado dos acessos envolventes aos edifícios da Unidade de Torres Vedras do CHO.

Recorde-se que o protocolo pretende implementar “soluções duradouras de correcção, melhoria e diferenciação da prestação de serviços de saúde” no Hospital de Torres Vedras. “O protocolo estará em vigor até à execução integral das medidas nele constantes, sendo a sua execução acompanhada pela Assembleia Municipal, através de reuniões trimestrais com a Câmara Municipal e o CHO”, refere a autarquia.

Recorde-se que a Câmara Municipal de Torres Vedras aprovou, no início do ano, um protocolo de cooperação que celebrou com o CHO com 17 medidas para o hospital público instalado na cidade. Na altura, a autarquia justificou esta medida “de forma a responder ao apelo a uma ‘acção urgente e imediata’, resultado das ‘últimas ocorrências no serviço de urgência pediátrica’, o protocolo estabelece como competência do CHO a garantia ‘no imediato’ dos recursos humanos ‘específicos e necessários, ao funcionamento ininterrupto da urgência pediátrica’”. Na altura ficou acordado o cumprimento do compromisso assumido pelo Ministério da Saúde de abrir quatro postos de trabalho para recrutamento de pediatras para aquele serviço ao longo da legislatura.

Além de assegurar as valências actualmente existentes no Hospital de Torres Vedras e o seu regular funcionamento, o protocolo contempla a criação de novas valências como internamento pediátrico e psiquiatria, a relocalização do Centro de Diagnóstico Pneumológico e o estudo da possibilidade de criação de uma Unidade de Cuidados Intensivos e de uma Unidade de Manipulação de Citotóxicos. A requalificação do serviço de pediatria também está contemplada, através da contribuição financeira da autarquia para as obras de redimensionamento do internamento e melhoria da circulação na urgência pediátrica.

Ainda no que toca às instalações, estava consignado o concurso de empreitada para remodelação do Serviço de Urgência nesse mês, para a obra ser concluída até ao final de 2021, enquanto o CHO deveria “diligenciar junto da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras pela reparação e pintura dos vãos exteriores do alçado principal do edifício, sua propriedade, até final de 2020”.

Com este protocolo, a Câmara Municipal compromete-se a “melhorar a qualidade do ar interior, as condições de segurança, o conforto e o bem-estar dos utentes e profissionais de saúde da cirurgia A e B (ala sul)”, através da substituição das instalações de aquecimento, ventilação e ar condicionado e da instalação de novas caixilharias, até ao final de 2021.

O Centro Hospitalar do Oeste deverá, ainda, pugnar pela qualificação de Torres Vedras como zona geográfica carenciada para efeitos de criação de incentivos para a especialidade de pediatria e contratar profissionais que assegurem a reposição do número de horas perdidas com a transição dos horários de trabalho das 40 horas para as 35 horas de trabalho semanais.

Texto: ALVORADA
Fotografia: CMTV