Pesquisa   Facebook Jornal Alvorada
Assinatura Digital

Login na sua conta

Username *
Password *
Lembrar-me

Criar uma conta

Campos marcados com (*) são obrigatórios.
Nome *
Username *
Password *
Confirmar Password *
Email *
Confirmar email *
Captcha *
Reload Captcha

Investigadores do MARE estudam potencial de alga recolhida em Peniche para o tratamento do cancro

Edificio Cetemares 2

O MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, em Peniche, instituição do Politécnico de Leiria, vai levar ao ‘Encontro Ciência 2020’, em Lisboa, no próximo sábado, a apresentação do estudo ‘Da origem marinha à terapêutica - O potencial antitumoral da alga vermelha ‘Sphaerococcus coronopifolius’, recolhida na Reserva Natural das Berlengas. A apresentação fica a cargo do investigador Celso Alves e centra-se no estudo do perfil químico da alga vermelha, assim como nas actividades antitumorais dos seus principais metabolitos.

Desenvolvido por oito investigadores do Politécnico de Leiria, o estudo iniciou-se com um rastreio exaustivo de 27 macroalgas da costa de Peniche, em que a ‘Sphaerococcus coronopifolius’ revelou ser a alga com maior potencial antitumoral quando testada em linhas celulares humanas derivadas do cancro hepático e cancro colorretal. Baseado neste trabalho surgiu o projecto ‘Red2Discovery’, que permitiu caracterizar pela primeira vez as atividades antitumorais destes compostos de uma forma exaustiva.

A primeira fase do trabalho foi concluída com sucesso, e os resultados obtidos ‘abriram’ novas oportunidades de investigação para continuar a avaliar e a compreender o verdadeiro potencial terapêutico destes compostos nesta área. Mais recentemente, integrado no projecto ‘POINT4PAC’, o potencial inibitório destes compostos foi avaliado na proliferação de esferas tumorais.

“Como em qualquer projecto de investigação as expectativas são muitas, mas o caminho inerente ao desenvolvimento de potenciais novos fármacos apresenta grandes desafios. Contudo, é de destacar que este trabalho permitiu pela primeira vez compreender o potencial terapêutico destes compostos no tratamento do cancro, tendo-se identificado sete compostos, incluindo dois compostos novos de origem marinha. O estudo permitiu igualmente caracterizar os mecanismos de acção associados às suas actividades citotóxicas e identificar duas moléculas com capacidade de inibir selectivamente a proliferação celular de esferas tumorais”, explica o investigador Celso Alves. Além disso, “é também importante realçar que este trabalho permitiu aumentar o conhecimento científico sobre estas moléculas, e consequentemente o conhecimento sobre o potencial biotecnológico dos recursos marinhos portugueses”, sublinha o investigador do MARE - Politécnico de Leiria.

A execução e desenvolvimento do trabalho conta com o contributo e o ‘know-how’ de vários investigadores nacionais e internacionais que integram os grupos de investigação Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE-Politécnico de Leiria), Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), Departamento de Farmacologia da Faculdade de Veterinária da Universidade de Santiago de Compostela (USC) e o Instituto de Investigação do Medicamento da Universidade de Lisboa (iMed.ULisboa). O apoio financeiro é canalizado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e pelo COMPETE 2020, através dos projetos ‘Red2Discovery’ e ‘POINT4PAC’. Os autores da apresentação e do estudo são os investigadores Celso Alves, Joana Silva, Susete Pinteus, Rafaela Freitas, Adriana Duarte, Helena Gaspar, Maria. Alpoim, Luis Botana e Rui Pedrosa.

Texto: ALVORADA
Fotografia: Luísa Inês