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Oeste pede mais de dois milhões ao Governo para responder à procura de transportes públicos

centro coordenador rodoviario lourinha

A OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste alertou hoje que precisa de mais de dois milhões de euros do Governo para ajudar os operadores de transportes públicos rodoviários a repor a oferta e reforçá-la face às limitações causadas pela Covid-19. "Precisamos de mais de dois milhões de euros do Estado central para limitar o financiamento das câmaras, que está a ficar estrangulado", alertou Paulo Simões, primeiro-secretário da intermunicipal, à agência Lusa.

O reforço da oferta, explicou, é sobretudo ao nível dos transportes escolares dentro de cada concelho, para responder aos horários diferenciados das escolas no contexto da pandemia, mas também nas carreiras directas para Lisboa, para, nos dois casos, cumprir-se a lotação de dois terços nos autocarros.

Em 2019, foram investidos perto de dois milhões de euros na implementação do PARTT - Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes na região, dos quais 1,3 milhões de euros foram financiados pelo Fundo Ambiental e os restantes pelos próprios municípios, conclui o relatório desse ano do PARTT.

O Oeste foi a região do país com a maior taxa de execução das verbas deste programa - 140% -, com os municípios a financiarem 51,1% do investimento, o que permitiu aumentar em 15% a procura nos transportes públicos na região, conclui ainda o documento. Já no início deste ano, a OesteCIM decidiu investir mais 1,6 milhões de euros, tendo reduzido para 70 e 80 euros o valor dos passes nas carreiras directas para Lisboa.

Uma vez que "o Oeste foi a região que mais apoiou com capitais próprios a redução dos passes nos transportes, que outras regiões tiveram de devolver dinheiro e que o Oeste tem fluxos de transporte muito específicos para Lisboa, por estar na sua periferia, tem de haver uma atenção para a região" por parte do Governo, defendeu Paulo Simões. Na região, adiantou, com o início do ano lectivo e das aulas presenciais, a rede de transportes foi reposta na ordem dos 50 a 60%.

Paulo Simões estimulou que, "durante este mês, a oferta deverá ser reposta na totalidade", mas admitiu que existem "problemas financeiros" que impedem os municípios de compensar os operadores de transportes. "Se tivermos o apoio do Estado, mais rapidamente repomos a oferta", sublinhou.

No caso das carreiras directas para Lisboa, com cerca de cinco mil utentes diários da região, há a necessidade de "duplicar para responder à lotação dos dois terços", exemplificou o responsável.

Na última reunião pública da Câmara de Torres Vedras surgiram reclamações por haver alunos que têm de apanhar o autocarro às 8h30 na Freiria e 11h30 no Sarge, quando só começam as aulas às 13h00, por falta de outros horários.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Sofia de Medeiros/ALVORADA (arquivo)