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Peniche: Lançado concurso de 2,8 milhões de euros para o Museu da Resistência e da Liberdade

Museu da Resistencia Peniche

A DGPC - Direcção-Geral do Património Cultural lançou o concurso de 2,8 milhões de euros para obras destinadas à concretização do Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, em Peniche, segundo o procedimento a que a agência Lusa teve hoje acesso. As obras têm um prazo de execução de um ano, de acordo com o anúncio do concurso publicado no dia 15 em Diário da República por aquele organismo tutelado pelo Ministério da Cultura.

O Museu Nacional da Resistência e da Liberdade, em Peniche, vai ter um custo final de 4,3 milhões de euros, mais cerca de 800 mil euros do que o inicialmente previsto. "Há zonas descobertas que importa agora preservar", disse em Agosto à Lusa a ministra da Cultura, Graça Fonseca, justificando o aumento da estimativa de custos deste novo espaço museológico oestino de 3,5 milhões de euros para 4,3 milhões.

A Fortaleza de Peniche, que foi uma das prisões políticas do Estado Novo, "teve várias utilizações desde o 25 de Abril e, portanto, tem vários elementos que foram descaracterizando o edifício", onde foram descobertas zonas "relativamente desconhecidas" e que se revelaram importantes para "preservar e manter", afirmou a governante. O aumento da verba deve-se também à revisão final do projecto, decorrente dessas descobertas, que obrigaram a trabalhos arqueológicos e documentais.

O Museu Nacional da Resistência e da Liberdade vai surgir na Fortaleza de Peniche, onde têm estado a decorrer obras de requalificação e onde foi inaugurada, em Abril de 2019, a exposição ‘Por Teu Livre Pensamento’, uma amostra do que vai ser o futuro museu. Em Abril de 2017, o Governo aprovou um plano de recuperação da Fortaleza de Peniche para instalar o museu na antiga prisão da ditadura do Estado Novo, destinada a presos políticos.

Em Setembro de 2016, a Fortaleza de Peniche foi integrada pelo Governo na lista de monumentos históricos a concessionar a privados, no âmbito do programa ‘Revive’, mas passados dois meses foi retirada, pela polémica suscitada, levando a Assembleia da República a defender a sua requalificação, em alternativa. A fortaleza, classificada como Monumento Nacional desde 1938, foi uma das prisões do Estado Novo de onde se conseguiu evadir, entre outros, o histórico secretário-geral do PCP Álvaro Cunhal, em 1960, protagonizando um dos episódios mais marcantes do combate ao regime ditatorial.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA (arquivo)