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Lourinhã com duas praias ‘Zero Poluição’ e Oeste soma 22 entre as 68 do país

epoca balnear

As praias da Peralta e de Valmitão são as únicas do concelho da Lourinhã que integram a lista das 68 praias ‘Zero Poluição’ class de todo o país, da responsabilidade da organização ambientalista Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável. Torres Vedras com dez praias e Peniche e Angra do Heroísmo com cinco são os concelhos líderes. O anúncio foi feito este sábado, dia oficial da abertura da época balnear em várias praias do país.

As praias do Oeste distinguidas pela Zero são as seguintes: Torres Vedras (10) - Amanhã (Santa Cruz), Azul, Centro (Santa Cruz), Física (Santa Cruz), Mirante (Santa Cruz), Navio, Pisão (Santa Cruz), Santa Helena, Santa Rita Norte e Santa Rita Sul; Peniche (5) - Baleal Campismo, Baleal Norte, Baleal Sul, Consolação e Consolação Norte; Alcobaça (3) - Légua, Pedra do Ouro e Polvoeira; Lourinhã - Peralta e Valmitão; Óbidos (1) - Rei do Cortiço; e Caldas da Rainha (1) - Praia do Mar.

As 68 praias do país representam mais 55% do que no ano passado, segundo a Zero, que não distinguiu zonas balneares no interior. A aassociação revelou que as praias ‘Zero Poluição’, por si avaliadas, representam 11% do total das 621 zonas balneares em funcionamento. No total, este ano há mais 24 praias na lista, em relação às 44 classificadas no ano passado. A associação adiantou, contudo, que este ano, ao contrário do que havia sido registado em todos os anos anteriores desde 2016 (ano em que a Zero iniciou esta avaliação), não há qualquer zona balnear interior com esta classificação. “Este facto é um indicador do muito que ainda há a fazer para garantir uma boa qualidade da água dos rios e ribeiras em Portugal, o que requer esforços adicionais ao nível do saneamento urbano e das empresas”, sublinha a Zero.

De acordo com a associação, uma praia ‘Zero Poluição’ “é aquela em que não foi detectada qualquer contaminação microbiológica nas análises efectuadas às águas balneares ao longo das três últimas épocas balneares”. Esta análise teve em conta os parâmetros da legislação em vigor, tendo-se verificado que todas as 68 zonas balneares são costeiras. “De salientar que é extremamente difícil conseguir um registo incólume ao longo de três anos nas zonas balneares interiores, muito mais susceptíveis à poluição microbiológica”, é referido.

No dia em que abre a época balnear em zonas como o Algarve, Cascais, a Costa da Caparica ou a Nazaré - este ano mais tarde devido à pandemia de Covid-19 -, a Zero lembrou que por razões ambientais e de segurança só devem ser frequentadas praias classificadas como zonas balneares, onde há vigilância e onde se conhece a qualidade da água. A associação destacou também que devido à pandemia devem ser salvaguardados os distanciamentos adequados relativamente a terceiros e alerta para que a população não deixe quaisquer resíduos na praia, tendo cuidados ao deitar fora luvas e máscaras.

“Mais de 80% dos 12,2 milhões de toneladas de plástico que entram no ambiente marinho em cada ano vêm de fontes terrestres, sendo o maior contribuinte o lixo de plástico, incluindo itens como garrafas de bebidas e outros tipos de embalagens”, sublinhou, acrescentando que este ano também estão a ser detectadas máscaras e luvas no Mediterrâneo.

A Zero transmitiu os dados utilizados nesta análise à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), responsável pela coordenação destas matérias, designadamente pela classificação das águas balneares. A monitorização das águas balneares é uma competência legal da APA no continente, da Direcção Regional dos Assuntos do Mar nos Açores e da Direcção Regional do Ordenamento do Território e Ambiente na Madeira.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Sofia de Medeiros/ALVORADA (arquivo)