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COVID-19: Oeste regista 22 doentes com mais casos em Torres Vedras e Bombarral

Covid 19 7

São já 22 os doentes na região Oeste, mais três casos positivos dos que foram contabilizados no dia de ontem.

O concelho da Lourinhã registou hoje o primeiro caso de um doente infectado pelo Covid-19. Trata-se de um homem proveniente do estrangeiro e que se encontra neste momento em quarentena domiciliária na freguesia do Vimeiro, apurou o ALVORADA. O comunicado sobre a situação epidemiológica do concelho, revelado pela autarquia, informa que “existem ainda nove pessoas em vigilância activa, que se mantêm em quarentena nas suas residências, assegura o SNS e as demais autoridades locais”.

No município do Bombarral foi hoje registado o segundo caso confirmado com o novo coronavírus. Trata-se de uma mulher residente na União de Freguesias de Bombarral e Vale Covo. Em comunicado, a autarquia revela que “no decorrer da sua actividade profissional desenvolvida fora do concelho, após contacto com outro caso, a mesma foi submetida ao teste Covid-19, tendo o resultado dado positivo”. Este caso encontra-se em isolamento activo, estando a situação a ser devidamente acompanhada pelas autoridades de saúde. “Face à evolução que esta pandemia tem registado a nível nacional, é expectável que se venha a verificar um aumento do número de casos suspeitos”, informa a autarquia, que não revela quantos casos estão em vigilância activa. Ontem estavam duas pessoas em isolamento por precaução.

Já quanto ao concelho de Torres Vedras, há já oito casos – mais um - confirmados da doença causada pelo SARS-CoV-2 que se encontram a ser acompanhados pelas autoridades de saúde. Os casos distribuem-se pelas freguesias de Santa Maria, São Pedro e Matacães (4); Silveira (1); Freiria (1); São Pedro da Cadeira (1); e União das Freguesias de A dos Cunhados e Maceira (1). Segundo a autarquia torriense, em comunicado, existem, ainda, 14 casos suspeitos, que se encontram a aguardar os resultados laboratoriais. A evolução da situação epidemiológica no concelho leva a que existam, neste momento, 141 contactos sob vigilância das autoridades de saúde. “Não foram identificadas situações de transmissão comunitária dentro do território do concelho de Torres Vedras. Os casos confirmados correspondem, fundamentalmente, a situações de contaminação em local de trabalho fora do concelho”, precisa o comunicado desta noite.

No concelho de Peniche continuam a existir dois casos mas não foram revelavas as freguesias dos doentes. Segundo o relatório da situação epidemiológica no concelho revelado ontem pela autarquia, pois até agora não foi divulgado um novo, havia 11 suspeitos assintomáticos, estando 11 em quarentena e, ainda, dois estavam a aguardar o resultado das análises.

O relatório sobre a situação epidemiológica nos 12 concelhos da OesteCIM – Comunidade Intermunicipal do Oeste revela os seguintes dados: Alenquer (2), Alcobaça (1), Caldas da Rainha (6), Peniche (2), Torres Vedras (8), Bombarral (2) e Lourinhã (1)

Os concelhos de Nazaré, Cadaval, Sobral de Monte Agraço e Arruda dos Vinhos não registam, até ao momento, nenhum doente infectado pelo novo coronavírus.

O número de mortes associadas ao vírus que provoca a Covid-19 subiu para 43 em Portugal, revelou hoje a Direcção-Geral da Saúde (DGS), num boletim que regista 2.995 casos de infecção. O boletim epidemiológico divulgado às 12h23, que regista mais 10 mortes do que os dados revelados na terça-feira, indica que estão confirmadas 20 mortes na região Norte, 10 na região Centro, 12 na região de Lisboa e Vale do Tejo (onde está inserida a região Oeste) e uma no Algarve. Das 2.995 pessoas infectadas pelo novo coronavírus (mais 633 do que na terça-feira), a grande maioria (2.719) está a recuperar em casa, indica a DGS, que regista 276 pessoas internadas (mais 73), 61 das quais em Unidades de Cuidados Intensivos (mais 13).

Fase de mitigação é a mais grave de contágio

A fase de mitigação da pandemia do Covid-19 entra em vigor às 00h00 de quinta-feira e corresponde ao nível de alerta e de resposta mais elevado, segundo o Plano Nacional de Preparação e Resposta. Esta fase é activada quando as cadeias de transmissão estão estabelecidas no país, tratando-se de uma situação de epidemia activa.

O Plano Nacional de Preparação e Resposta à doença pelo novo coronavírus estabelece as fases de resposta, que incluem três níveis e seis subníveis, de acordo com a avaliação de risco para o Covid-19 e o seu impacto para Portugal. Segundo o documento da Direcção-Geral da Saúde (DGS), a fase de mitigação, nível vermelho de alerta e de resposta três (a mais elevada de uma escala de três), corresponde à presença de casos de infecção com vírus em território nacional e divide-se aos subníveis de “cadeias de transmissão em ambientes fechados" e “cadeias de transmissão em ambientes abertos”.

Na fase de mitigação, as cadeias de transmissão do vírus que provoca a doença do Covid-19 já se encontram estabelecidas em Portugal, tratando-se de uma situação de epidemia ou pandemia activa. Neste contexto, as medidas de contenção da doença são insuficientes e a resposta é focada na mitigação dos efeitos e na diminuição da sua propagação, de forma a minimizar “a morbimortalidade [relação entre o número mortes provocadas por determinada doença, num dado local e num certo período de tempo], e/ou até ao surgimento de uma vacina ou novo tratamento eficaz”.

O plano indica ainda que a fase de mitigação é a última fase de resposta antes da fase de recuperação. A partir da próxima meia-noite, os hospitais e centros de saúde vão ter que se adaptar a novas regras para responder a esta fase de mitigação.

A directora-geral da Saúde, Graça Freitas, admitiu, na conferência de imprensa diária de hoje sobre a situação da pandemia no país, que Portugal tem transmissão comunitária do vírus que provoca a doença do Covid-19, mas assegurou que não está descontrolada. "Temos transmissão comunitária, não exuberante, não descontrolada, mas temos", afirmou. Graça Freitas disse que a partir da meia-noite de hoje vai entrar em funcionamento o novo modelo para abordar a resposta ao Covid-19. "Vamos passar das medidas da fase de contenção para as medidas da fase de mitigação. Como em todas as mudanças, a fase de transição pode ter alguma turbulência" porque "não se muda de paradigma assistencial de um dia para outro sem que exista turbulência".

O número de mortes associadas ao vírus que provoca o Covid-19 subiu para 43 em Portugal, revelou hoje a Direcção-Geral da Saúde (DGS), num boletim que regista 2.995 casos de infecção.

Texto: ALVORADA com agência Lusa.