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PSD/Lourinhã congratula-se com aprovação pelo Congresso Nacional da moção da Distrital Área Oeste

PSD Lourinha Congresso 2020

“Concluído que está o 38º Congresso Nacional do PSD, sublinhamos a convicção de que o PSD saiu de Viana do Castelo mais forte e mais preparado para os desafios do futuro”. É esta a convicção de Mafalda de Taborda Lourenço, presidente do PSD da Lourinhã, em jeito de balanço, ao ALVORADA, do conclave social-democrata que decorreu o último fim-de-semana. Uma semana depois de ter tomado posse, a dirigente política representou a concelhia como delegada ao congresso juntamente com Carlos Piçarro. Participaram também nesta reunião magna os militantes lourinhanenses Hernâni Santos (vice-presidente do PSD Área Oeste) e Duarte Nuno Gonçalves (observador do PSD Lourinhã).

Mafalda de Taborda Lourenço, que nas eleições directas apoiou o candidato derrotado Luís Montenegro, considera que saiu “com a convicção de estarmos unidos para servir o ideal social-democrata e reforçar a credibilidade do partido, a competência das suas propostas e a excelência do seu projecto alternativo de Governo para Portugal, para os seus concelhos e freguesias”.

Neste momento de balanço feito para o nosso jornal, os delegados e a Comissão Política concelhia lourinhanense manifestam a sua satisfação pela eleição de “ilustres militantes social-democratas oestinos para o Conselho Nacional (Joaquim Biancard - Sobral de Monte Agraço e Aristides Sécio - Cadaval) o que garante a maior representatividade que a região merece e precisa, e sobretudo congratulamo-nos pela aprovação da moção da Distrital Oeste ‘É urgente investir’, que preconiza investimentos essenciais e urgentes, como são a construção do novo hospital do Oeste e a modernização da linha ferroviária”. E, apontando as baterias para a política local, Mafalda de Taborda Lourenço garante que “a Secção da Lourinhã sai reforçada e animada deste 38º Congresso, com a convicção que também na Lourinhã a escolha em 2021 será entre quem governará para fazer (PSD) e os que sempre governaram para estar (PS)”.

O PSD Área Oeste levou ao 38º Congresso Nacional do PSD uma moção - entre as 13 que foram debatidas e votadas - defendendo o investimento público no Oeste e que foi aprovada por uma larga maioria dos congressistas. Apresentada pelo recém reeleito líder da Comissão Política, Duarte Pacheco, no seu discurso acusou o Governo de olhar para as regiões que têm menos votos como "parentes pobres" do investimento público. O também deputado sobralense alegou que a aposta no Interior "é uma das maiores mentiras do actual Governo", defendendo uma política que inverta a situação actual. De acordo com Duarte Pacheco, o ministro das Finanças, Mário Centeno, inscreve no orçamento verbas para o Interior, mas depois não as executa. A moção ‘É urgente investir’ defende que os concelhos da Área Oeste do distrito de Lisboa têm sido “penalizados pelos valores das estatísticas globais” e pelo “abandono” a que foi votado pelo poder central. Entre os investimentos prioritários, pedem a construção do novo hospital do Oeste e a concretização dos investimentos na modernização e electrificação da Linha do Oeste, “repetidamente adiados”. No final, o PSD subscreveu e assumiu as preocupações, exigências e prioridades expressas na moção de estratégia temática apresentada pela Assembleia Distrital da Área Oeste de Lisboa.

Tal como se esperava, Rui Rio saiu de Viana do Castelo aclamado vencedor do Congresso do PSD, mas continuará a ter de gerir um partido dividido pelas diferentes sensibilidades internas para enfrentar a batalha das eleições autárquicas. Espelho dessa divisão foi o resultado obtido na votação para a sua Comissão Política Nacional (62,4%), menos do que a que conseguiu em 2018 (64,7%). Apenas Luís Filipe Menezes, em 2007, com 61,8%, teve uma votação mais baixa do que Rui Rio.

A votação nas listas para o principal órgão do PSD entre congressos, o Conselho Nacional, uma espécie de parlamento do partido, garantiu a Rui Rio o maior número de lugares (21 em 70), mas assegura também uma voz significativa aos seus opositores, designadamente a lista apoiada por Luís Montenegro (16 conselheiros), seu principal adversário nas directas.

Este 38.º Congresso foi, aliás, marcado pela intervenção deste antigo líder parlamentar do PSD, o qual, citando Francisco Sá Carneiro, afirmou que não permanecerá calado. “O que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me, seja sob que pretexto for”, disse Luís Montenegro, que só se mostrou disposto a dar o seu contributo “longe dos cargos partidários e públicos”. Esta atitude contrastou com a de Miguel Pinto Luz, o outro adversário menos votado nas directas de Janeiro, que defendeu a unidade do partido para os próximos combates eleitorais e se disponibilizou para isso.

A lista de Rui Rio para o Conselho de Jurisdição Nacional (CJN), encabeçada por Fernando Negrão, foi derrotada pela de Paulo Colaço, um militante do partido há muito presente em sucessivas listas ao CJN e que foi apoiado por Luís Montenegro. Arrebatou cinco dos nove lugares deste órgão, substituindo assim Nunes Liberato na presidência.

O Congresso do PSD tornou também claro que Rui Rio quer transformar as próximas eleições autárquicas como a rampa de lançamento para conquistar o poder. O mote foi dado logo no início, no discurso inaugural do presidente do PSD, no qual pôs como fasquia “aumentar, de forma muito significativa, o número de votos no PSD, mesmo quando estes não sejam suficientes para eleger” os candidatos do partido “ao lugar cimeiro”. “A escolha de um autarca não é a escolha de um amigo nem a do líder de uma qualquer fação partidária. Ela tem de ser ditada com base em critérios de competências, dedicação e de credibilidade. Temos, em 2021, de recuperar o terreno perdido em 2013 e em 2017. Recuperar presidências de câmara, mas também de vereadores e eleitos de freguesia", considerou Rui Rio.

As autárquicas de 2021 serão particularmente importantes para o PSD, na medida em que alguns dos seus autarcas com maior visibilidade atingem o limite legal de três mandatos, obrigando o partido a encontrar novas caras.

Já no discurso final, Rui Rio virou-se para o país e focou-se nas principais áreas da governação, colocando no topo das prioridades a reforma do sistema político e da Justiça, que defende há muitos anos. O presidente do PSD considerou que Portugal tem de fazer reformas para devolver "transparência" ao sistema político, avançando com limite de mandatos dos deputados, e para reforçar a confiança na justiça e combater as lógicas dos "tabloides". No sistema judicial, Rui Rio atacou a demora nas investigações, a “relativa opacidade do seu funcionamento e o corporativismo prevalecente”, as fugas ao sistema judicial e até “a arrogância no comportamento de muitos dos seus agentes”.

Além da moção de estratégia de Rui Rio, o Congresso aprovou outras 13 moções temáticas, entre elas uma pedindo o referendo sobre a eutanásia e outra a instituição de primárias para a liderança do partido. Foi, todavia, a moção ‘Por um Portugal mais feliz’, defendendo a felicidade e o bem-estar como “prioridade na agenda política” que acolheu uma salva de palmas.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: PSD/Lourinhã