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Instrutor de surf condenado a 16 anos de prisão por homicídio de colega junto à Praia de Paimogo

Tribunal de Loures

O Tribunal de Loures condenou hoje a 16 anos de prisão um instrutor de surf pelo homicídio de um colega de trabalho, o lourinhanense Tiago Martins, em Julho de 2018, nas arribas da Praia de Paimogo, no concelho da Lourinhã. O colectivo de juízes deu como provados os factos descritos na acusação, tendo também condenado o arguido ao pagamento de uma indemnização de 200 mil euros à família da vítima, de 35 anos, disse à agência Lusa fonte judicial.

Nas alegações finais, o Ministério Público tinha pedido uma pena de 17 anos para João Moura Pinto, enquanto o assistente, que representa a família da vítima, pediu 20 anos. Já a defesa do arguido pediu uma pena inferior a 16 anos, por defender que não houve premeditação do crime e, nesse sentido, deveria ser considerado homicídio simples e não qualificado. O advogado de defesa do arguido, Jorge Gabriel Martins, disse à Lusa que vai recorrer da decisão.

O arguido, de 31 anos, e a vítima eram ambos instrutores de surf, conheciam-se há oito anos, mas encontravam-se desavindos, tendo já existido agressões entre ambos, refere a acusação do Ministério Público (MP), a que a agência Lusa teve acesso. Em 10 de Julho de 2018, ambos combinaram por telefone encontrar-se no parque de estacionamento da Praia de Paimogo ao fim da tarde desse dia. Chegados ao local, o arguido saiu do automóvel empunhando uma faca e dirigiu-se ao veículo da vítima, que se encontrava com um amigo. Depois, trocaram palavras, agrediram-se mutuamente e, a dada altura, o arguido esfaqueou a vítima no peito, descreve a acusação. A vítima fugiu, mas, enquanto era perseguida, acabou por cair. O arguido transportou-o à urgência de Peniche do Centro Hospitalar do Oeste, mas as manobras de reanimação não impediram a sua morte.

Um amigo da vítima assistiu ao crime e fez queixa à GNR, que encontrou a faca abandonada nas arribas e o homicida foi detido quando se encontrava no hospital. O arguido esteve em prisão preventiva até 20 de Novembro de 2018 e, desde essa data, encontrava-se em prisão domiciliária com pulseira electrónica a aguardar julgamento.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados