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Médica lourinhanense Ana Jorge convidada para presidir à Cruz Vermelha Portuguesa

Ana Jorge

A médica pediatra lourinhanense Ana Jorge foi convidada pelo Governo para presidir à direcção nacional da Cruz Vermelha Portuguesa, substituindo no cargo o actual presidente Francisco George. A antiga ministra da Saúde e ex-presidente da Assembleia Municipal da Lourinhã confirmou ao ‘Expresso’ que “fui contactada pelo ministro da Defesa sobre a possibilidade de ser candidata à presidência da Cruz Vermelha Portuguesa e aceitei. Portanto, sou candidata. Mas agora será necessário haver um consenso na aprovação do meu nome". Recorde-se que Ana Jorge, que recentemente aderiu ao PS, foi eleita neste mandato para a bancada socialista da Assembleia Municipal da Lourinhã.

Apesar de ter sido escolhida para o cargo pelo Ministério da Defesa, que tem o exercício da tutela inspectiva da Cruz Vermelha Portuguesa na administração dos seus recursos, o nome da médica lourinhanense terá de ser confirmado pelos cerca de 40 vogais do conselho supremo da CVP e, de acordo com os estatutos desta organização, basta que um vogal se oponha para que Ana Jorge seja chumbada. A reunião do conselho supremo está agendada para a próxima quarta-feira. A direcção nacional é o órgão executivo máximo, competindo-lhe a orientação da actividade da instituição, sendo constituída pelo presidente nacional, por três vice-presidentes e por quatro vogais. A sede nacional da CVP está localizada em Lisboa, no Palácio dos Condes d’Óbidos e está presente em todo o país, nomeadamente na Lourinhã, onde possui um núcleo em funcionamento.

Escreve ainda o ‘Expresso’ que o actual presidente Francisco George não foi convidado para continuar mais um mandato à frente da CVP e também não se vai autopropor, como poderia fazer. Está no cargo desde 26 de Outubro de 2017. Contactado pelo semanário, não quis fazer qualquer comentário. O ainda presidente da CVP, ex-director-geral da Saúde, informou por correio electrónico todos os vogais de que Ana Jorge era o nome escolhido pelo Governo para o suceder no cargo e fez questão de assegurar que nunca recebeu qualquer remuneração, ajuda de custo, combustível ou telemóvel enquanto esteve no cargo. Também informou que deixará o cargo no dia a seguir à eleição do novo presidente da instituição e assegurou que vai continuar como voluntário.

A Cruz Vermelha Portuguesa tem como presidente de honra o Presidente da República, a quem é reservado o alto patrocínio da instituição, sendo que o presidente nacional é o responsável máximo, “cabendo-lhe assegurar o prestígio, a manutenção, a sustentabilidade, o desenvolvimento e o progresso da instituição, a qual funciona sob a sua orientação e na sua dependência”, explica a instituição na sua página na internet. Constitui missão da CVP prestar assistência humanitária e social, “em especial aos mais vulneráveis, prevenindo e reparando o sofrimento e contribuindo para a defesa da vida, da saúde e da dignidade humana”. Na qualidade de Sociedade Nacional do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, a CVP age no respeito pelos princípios fundamentais da Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade, Independência, Voluntariado, Unidade e Universalidade.

Ana Jorge tem, aos 72 anos, mais uma missão pública pela frente, depois de ter abandonado este ano a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, onde era há cinco anos responsável pela Unidade de Missão do Hospital da Estrela da SCML para os Cuidados Continuados. Convidada para o cargo pelo então provedor Pedro Santana Lopes, saiu em divergência com o actual provedor Eduardo Martinho. A ex-ministra da Saúde apresentou a demissão após ter sido afastada da liderança da futura unidade de cuidados continuados. "É dos sítios de onde estou a sair com mais dificuldades", confessou na altura Ana Jorge ao semanário ‘Nascer do SOL’.  

Texto: ALVORADA
Fotografia: Sofia de Medeiros/ALVORADA (arquivo)