Pesquisa   Facebook Jornal Alvorada
Assinatura Digital

Login na sua conta

Username *
Password *
Lembrar-me

Criar uma conta

Campos marcados com (*) são obrigatórios.
Nome *
Username *
Password *
Confirmar Password *
Email *
Confirmar email *
Captcha *
Reload Captcha

DIÁSPORA-COVID-19: testemunho de Estefânio Jorge, dos Campelos, residente em França

estefaniojorge

Como está a viver a Diáspora da Lourinhã este novo tempo, em que o centro das atenções é a pandemia da Covid-19? O ALVORADA iniciou a partilha de testemunhos de vida dos emigrantes lourinhanenses que se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Neste tempo difícil que todos atravessamos, com uma pandemia que reduz ao máximo o contacto entre todos, queremos desta forma manter bem vivo o que nos une. Queremos contribuir para que quem esteja longe, fique mais perto de nós, na Lourinhã.

Partilhe e, caso tenha algum familiar e amigo que queira que o contactemos, para aqui deixar o seu testemunho, envie-nos mensagem pelo nosso Facebook ou para o endereço electrónico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

Fique em segurança. Cuide de si e dos outros!

Este 42º testemunho é de Estefânio Jorge, dos Campelos, residente na região de Paris, em França. É casado com Sónia Matias Jorge, da Cabeça Gorda, e têm dois filhos, o Dylan e a Jennyfer.

Somos emigrantes em França há mais de 30 anos, na região de Paris, no departamento 93, um dos mais afectados pela Covid-19. Sou colaborador de um lourinhanense que toda a gente conhece, o Mapril Baptista, onde juntos temos ainda uma empresa de transportes de doentes em ambulância, a Ideal Ambulances. Essa empresa, nos últimos anos, tem sido gerida pela minha esposa, mas na sequência desta pandemia tive que saltar para o barco e enfrentá-la com os nossos colaboradores, multiplicando os gestos de prudência e equipamentos de protecção individual.

Ninguém imagina o pandemónio que tem sido. Todos os transportes têm sido anulados, cerca de 80% das consultas de fisioterapia e até mesmo doentes que fazem quimioterapia têm medo de ir ao hospital e anularam os transportes. Os lares também confinaram ao máximo os residentes, só saindo as emergências de Covid-19. Aí temos visto que não vale a pena discutir sobre religiões, cores, origens, nível social pois somos todos iguais e o vírus não escolhe. Até jovens temos transportado e grávidas, grande parte deles temos tido novidades boas mas temos aqueles não voltam para casa.

É verdade que este inimigo invisível nos dá a todos muita preocupação, mas temos que ser positivos e responsáveis. A nossa maneira de viver e hábitos no dia-a-dia vão mudar. Tenham todos muita atenção e vamos vencer esta pandemia. Fiquem em casa. Bem hajam a todos.