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DIÁSPORA-COVID-19: testemunho de André Costa, da Zambujeira, e Ana Rita Pedro, da Póvoa de Penafirme, em França

Ana Rita e Andre

Como está a viver a Diáspora da Lourinhã este novo tempo, em que o centro das atenções é a pandemia da Covid-19? O ALVORADA iniciou a partilha de testemunhos de vida dos emigrantes lourinhanenses que se encontram espalhados pelos quatro cantos do mundo.

Neste tempo difícil que todos atravessamos, com uma pandemia que reduz ao máximo o contacto entre todos, queremos desta forma manter bem vivo o que nos une. Queremos contribuir para que quem esteja longe, fique mais perto de nós, na Lourinhã.

Partilhe e, caso tenha algum familiar e amigo que queira que o contactemos, para aqui deixar o seu testemunho, envie-nos mensagem pelo nosso Facebook ou para o endereço electrónico Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar..

Fique em segurança. Cuide de si e dos outros!

Este 16º testemunho é de André Costa, da Zambujeira, e Ana Rita Pedro, da Póvoa de Penafirme, que residem em França:

Olá!

Eu sou a Ana Rita Pedro, sou da Póvoa de Penafirme, e o meu marido, André Costa, é da Zambujeira da Lourinhã. Somos pais do Vicente que tem 4 anos e meio e da Emma que tem 18 meses. Estamos a viver em França desde 2013, ou seja, há 7 anos. Este maldito coronavírus veio revirar as nossas rotinas. Vivemos a 71 km de Bordéus (uma das grandes cidades de França), mais propriamente em Sore, nas Landes…

Trabalho no Lar aqui da Vila, onde sou auxiliar de vida. O meu marido trabalha como chefe de linha numa fábrica de cenouras. Como mencionei, a as nossas rotinas foram completamente mudadas. Aqui tudo fechou. Só nos restam supermercados, farmácias, centros de saúde, hospitais e centros de produção alimentar… E só podemos deslocar-nos aos mais próximos da nossa residência.

Os pequenos não têm escola, e como não temos quem fique com eles, o André foi obrigado a parar de trabalhar para ficar com eles em casa, visto o meu trabalho ser mais prioritário que o dele. No Lar, normalmente, trabalhamos sete horas por dia, até isso já mudou. Neste momento trabalhamos 12 horas por dia, pois certas colegas não podem trabalhar. Para irmos trabalhar temos de ter um atestado do trabalho e, se necessitarmos de ir às compras ou à farmácia, temos de preencher uma declaração (renovada a cada saída). Aqui a polícia está por todo o lado. Somos constantemente controlados e, se não tivermos uma justificação para sair de casa, são impostas multas entre 135 e 300 euros.

Vivemos no medo, na incerteza…Todos nós nos questionamos… mil e umas perguntas que, por enquanto não têm resposta!

Tenho a sorte de trabalhar com uma excelente equipa, onde existe muita solidariedade. Todos os dias damos o nosso melhor aos nossos queridos residentes que tanto precisam de nós neste momento… e, graças a Deus, até agora não temos nenhum caso de coronavírus. Se é cansativo? Sim! Se temos medo? Sim! Mas temos de pensar positivamente!! VAMOS CONSEGUIR! Peço a todos vós, mas em especial aos nossos familiares e amigos queridos, que tomem todas as medidas necessárias para estarem protegidos, FIQUEM EM CASA!!!! Queremos muito voltar a estar com todos vocês novamente!!

Beijinhos e abraços