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COVID-19: Lourinhanenses retidas em Cabo Verde deverão regressar na próxima semana

Grupo cabo verde

Há duas lourinhanenses que estão retidas em Cabo Verde, num grupo de cerca de 200 portugueses, que não conseguem arranjar voo de regresso a Portugal. Ana Rita Fernandes, acompanhada de sua mãe Ivone Fernandes, viajaram de férias para a Ilha do Sal e foram apanhadas pelo cancelamento das viagens aéreas entre os dois países devido à pandemia causada pelo Covid-19. Segundo apurou o ALVORADA junto da família, ambas têm estado alojadas, com outros compatriotas, no Hotel Oásis Salinas, que é propriedade de um português e que tem a sua unidade aberta por compreender a situação. A maioria das unidades hoteleiras da ilha já se encontram encerradas e sem hóspedes.

Foram vários os países que retiraram os seus turistas de Cabo Verde através da realização de viagens excepcionais e, entretanto, a TAP prevê realizar voos “nos primeiros dias da próxima semana” para Praia, Sal, Bissau e São Tomé e Príncipe para permitir o regresso de portugueses retidos, disse hoje à Lusa fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros. “O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) garantiu junto das autoridades locais disponibilidade para a autorização de voos da TAP para permitir o regresso de cidadãos portugueses” retidos em Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, disse à Lusa fonte do gabinete do ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva. Em consequência, prosseguiu a fonte, “a TAP prevê viabilizar voos para os seguintes destinos num dos primeiros dias da próxima semana: Praia, Sal, Bissau e São Tomé e Príncipe”. “As embaixadas portuguesas nesses países asseguram a informação indispensável com os portugueses que as contactam”, disse ainda. A fonte precisou que estes são os desenvolvimentos que há a anunciar de momento, prosseguindo os esforços para resolver outras situações.

A informação sobre portugueses que necessitam de ajuda do Governo português para regressar a Portugal, actualizada diariamente com os dados do dia anterior, está disponível em https://covid19estamoson.gov.pt/medidas-excecionais/#portugueses-no-estrangeiro, precisou. Os esforços visam permitir o regresso a Portugal de cidadãos portugueses, que devido ao cancelamento de voos ou suspensão de ligações aéreas decididos no âmbito das medidas tomadas para combater a propagação do novo coronavírus, ficaram retidos nos países onde se encontravam.

Aa Rita e Ivone Fernandes embarcaram para Cabo Verde no dia 11 e a sua viagem de regresso a Portugal estava prevista para esta quinta-feira, dia 18. Desde então têm estado a contactar a Embaixada de Portugal para pedir o repatriamento, bem como as diversas companhias aéreas que voam para a ilha cabo-verdiana, sem sucesso. Em declarações à TVI24, Ana Rita referiu a preocupação dos portugueses em não saberem nada sobre a data de regresso e as dificuldades que o grupo está a ter para contactar as autoridades portuguesas na obtenção de respostas aos seus problemas. “Até segunda-feira está garantido o alojamento e a alimentação, a um preço irrisório, mas depois dessa data não sabemos como vai ser. Até as praias já estão fechadas ao público”, relevou a lourinhanense à estação televisiva.

Fonte diplomática portuguesa explicou à Lusa que há entre 200 a 300 portugueses em várias ilhas de Cabo Verde, sobretudo no Sal e em Santiago (Praia), a aguardar viagem de regresso a casa. “O Governo está a pedir à TAP para honrar os seus compromissos com os passageiros que compraram bilhete", disse a fonte. Por decisão do Governo cabo-verdiano, e pelo menos até 9 de Abril, estão proibidas as ligações aéreas oriundas de 26 países, incluindo Portugal e Brasil.

Entretanto, o ministro da Saúde cabo-verdiano confirmou hoje mais dois casos da Covid-19 na Boa Vista, que se somam ao primeiro caso confirmado, na quinta-feira, de um turista inglês, também naquela ilha, colocando um segundo hotel em quarentena. Em conferência de imprensa realizada esta manhã na cidade da Praia, o ministro Arlindo do Rosário explicou que uma das amostras que confirmou a presença do novo coronavírus é “um contactante” do primeiro caso, o turista inglês de 62 anos. O segundo caso positivo confirmado hoje é de uma turista da Holanda, num outro hotel da Boa Vista, que também já foi colocada em quarentena, segundo o governante. “Significa que neste momento termos três casos confirmados na Boa Vista”, afirmou o ministro, garantindo que todos apresentam um “bom” estado clínico.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Direitos Reservados