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Cristo vence porque vive do Amor!

Cristo Ressuscitou! A morte foi vencida! O Amor triunfou sobre todo o mal! A cruz manifesta o imenso poder de Deus que na humilhação do seu Filho morto, como o mais terrível dos homens, alcança a libertação da humanidade inteira pelo dom gratuito da sua Vida! A nossa existência escrava das mentiras do príncipe das trevas é resgatada pelo Senhor a verdadeira Luz do Mundo. (Cfr Jo 8, 12)

A Páscoa é a celebração, no hoje da nossa vida, das maravilhas de Deus em favor dos homens. O mundo precisa de ser salvo. A humanidade vive tempos de terror e angústia. As forças demoníacas do mal incapacitam os homens para o amor e a violência do egoísmo, dos interesses, dos ressentimentos, provocam o horror da destruição e da morte.

Cristo no alto da cruz reza: «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.» (Lc 23, 34) Oração de um coração repleto de Amor divino que não é vencido pela injustiça nem desiste de confiar diante violência do mal que oprime todo o seu corpo. O Amor de Deus não é uma utopia que desemboca numa desilusão mas, é um acontecimento de Vida maior que a morte. O perdão é a expressão mais perfeita do Amor e quem o experimenta já venceu com Cristo.

 «A linguagem da cruz é certamente loucura para os que se perdem mas, para os que se salvam, para nós, é força de Deus.» (1 Cor 1, 18) A Ressurreição de Cristo é a resposta de Deus a todos os males do mundo. A história mostra, como em tantos momentos, os homens caminham para a destruição, mas a fidelidade de Deus revelada na vida de quantos se deixaram amar pelo seu Filho se torna força de vida e de luz que vence as trevas do mal. Porque a verdade é a que Jesus nos revelou: «Deus amou de tal modo o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna. De facto, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele.» (Jo 3, 16-17)

Palavras de vida e de luz. No hoje da história, envoltos em trevas densas de destruição, na angústia do sofrimento de tantos inocentes, sem horizontes de esperança, precisamos de abrir os nossos ouvidos, dispor o nosso coração e humildemente suplicar ao Senhor que nos salve. No meio de tantos sofrimentos, dúvidas e incertezas aprendamos com São Paulo, que diante da sua fraqueza e incapacidade escuta o Senhor: «Basta-te a minha graça, porque a força manifesta-se na fraqueza.» Tornando-se essa experiência dramática ocasião de profunda sabedoria «De bom grado, portanto, prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo. Por isso me comprazo nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições e nas angústias, por Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte.» (2 Cor 12, 9-10)

Celebrar a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte é oportunidade para nos renovarmos em Deus. Acreditar na Ressurreição é acolher a graça que nos tira da morte, é deixar-se possuir pelo seu Espírito de consolação que cura as terríveis feridas do pecado, é viver a novidade de Deus que nunca desiste de mostrar o Amor que renova todas as coisas. (Cfr Ap 21, 5b)

A Páscoa é um memorial da bondade de Deus. Contemplar a cruz de Cristo, ajuda-nos a erguer os olhos para o céu, a não nos enganarmos na busca alienante dos prazeres que nos consomem e esvaziam. Cristo está vivo e vem até nós, passa agora nas nossas vidas e convida-nos a celebrar o seu Amor para que este seja a razão e a força maior da nossa existência terrena. 

Na noite de Páscoa, na belíssima celebração da Vigília Pascal vamos cantar diante da Luz de Cristo Ressuscitado: “Esta é a noite, que liberta das trevas do pecado e da corrupção do mundo aqueles que hoje por toda a terra crêem em Cristo, noite que os restitui à graça e os reúne na comunhão dos Santos. / Esta é a noite, em que Cristo, quebrando as cadeias da morte, Se levanta vitorioso do túmulo./ De nada nos serviria ter nascido, se não tivéssemos sido resgatados. / Oh admirável condescendência da vossa graça! Oh incomparável predilecção do vosso amor! Para resgatar o escravo, entregastes o Filho”.

O Senhor desperte em nós a vontade de nos unirmos a Ele para que haja de verdade Páscoa nas nossas vidas e Cristo vença pela força do seu Amor.

Pe. Ricardo Franco
Edição 1323 - 14 de Abril de 2022