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Bombarral: Festival do Vinho e Feira Nacional da Pêra Rocha com dia extra

Festival do Vinho Bombarral 2019

O 36º Festival do Vinho Português e 26ª Feira Nacional da Pêra Rocha, a decorrer na Mata Municipal do Bombarral, vai ter um dia suplementar em relação ao calendário definido e encerra as portas amanhã à noite. A decisão ficou a dever-se à anulação da actuação do músico Miguel Gameiro, na quinta-feira, devido ao atraso da montagem do palco para o espectáculo pela empresa da especialidade contratada para o efeito. Para compensar o público, a organização decidiu dar um dia extra ao festival/feira e realizar o espectáculo, a partir das 22h00, mas desta vez as entradas serão livres ao longo desta segunda-feira. Estão presentes neste evento cerca de 120 expositores, dos quais 28 ligados ao sector do vinho e 12 à pêra rocha, juntando-se ainda o artesanato e gastronomia, entre outros. A abertura ocorre às 12h00 e o encerramento à 1h00 da madrugada. O concelho da Lourinhã está representado no certame com a presença, no mesmo ‘stand’, da Adega Cooperativa da Lourinhã e das empresas ‘Pêras e Companhia’ e ‘Doce Lourinhã’.

O certame foi inaugurado na última terça-feira pelo ministro da Agricultura, Capoulas Santos, acompanhado por representantes de diversas entidades regionais, entre as quais o director regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo, Lacerda da Fonseca, e os autarcas de Bombarral, Alenquer, Cadaval, Lourinhã e Torres Vedras. Marcou também presença uma representação oficial da Colegiada de Nossa Senhora da Anunciação da Lourinhã, que tem como missão principal defender e promover a Aguardente DOC Lourinhã.

Na ocasião, o edil bombarralense, Ricardo Fernandes, expressou que “temos um enorme orgulho na nossa capacidade produtiva, nas nossas empresas e como são importantes para a nossa economia nacional mas, sobretudo, para a produção agrícola do nosso país”. O autarca elogiou o trabalho do Governo em defesa da agricultura nacional, sobretudo do ministro da Agricultura, porque “somos cada vez mais diferenciadores e concorremos com os melhores produtos internacionais. A isto se deve também muito à capacidade dos nossos agricultores em entenderem as novas dinâmicas do sector e do mercado, promovendo a capacitação, modernização e inovação”.

Já o ministro da Agricultura, que regressou uma vez mais ao Bombarral, considerou que o certame bombarralense espelha “a agricultura de uma região que é, por ventura, a mais dinâmica do país, a celebrar dois sectores que são fundamentais para a economia agrícola portuguesa - a pêra rocha e o vinho – e que afirmam cada vez mais no plano interno e no plano internacional”. Capoulas Santos recordou que, no ano passado, foi ultrapassada a “barreira mítica” dos 800 milhões de euros de exportações. Já quanto à pêra rocha referiu que “é um produto único que tem vindo a afirmar-se como uma marca identitária do nosso país” e que “temos vindo a procurar, juntamente com o sector, abrir as portas de mercados externos porquê têm contribuído muito para que o sector agrícola tenha tido o crescimento registado ao longo dos últimos anos”. O governante sublinhou que este sector cresce acima da economia nacional e, contrariamente ao que muitos pensam, “mais do que qualquer outro da nossa economia, incorpora tecnologia”.

Como é tradicional neste certame, realizou-se dias antes do seu início o Concurso de Vinhos que distinguiu os melhores néctares produzidos nos últimos anos e que podem ser adquiridos junto dos expositores presentes na secular Mata Municipal. As vitórias, nas diversas categorias, foram as seguintes: Brancos IG/Indicação Geográfica – ‘Adega de Pegões’ (Seleccionado 2018) Regional Península de Setúbal (Adega Cooperativa de Pegões; ‘Talismã’ (Reserva 2017) Regional de Lisboa (Adega Cooperativa da Labrugeira); Tintos IG/Indicação Geográfica – ‘Talismã’ (Reserva 2015) Regional de Lisboa (Adega Cooperativa da Labrugeira); Tintos IG/Indicação Geográfica (Varietais) – ‘Adega de Pegões’ (Sirah 2016) Regional Península de Setúbal (Cooperativa Agrícola Santo Isidro de Pegões); ‘Mundus’ (Alicante Bouchet 2015) Regional de Lisboa (Adega Cooperativa da Vermelha); Brancos DOP/Denominação de Origem Protegida – ‘Alma Vitis 2017’ DOC Torres Vedras (Adega Cooperativa de São Mamede da Ventosa); Tintos DOP/Denominação de Origem Protegida – ‘Empatia 2016’ DOC Alenquer (Adega Cooperativa da Labrugeira); Regionais de Lisboa Leves – ‘Mundus’ Branco Seleccionado – 2018 (Adega Cooperativa da Vermelha).

Texto e foto: Paulo Ribeiro/ALVORADA.