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Covid-19: Turismo do Centro encara período de pós-desconfinamento com “optimismo”

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O presidente da Turismo Centro de Portugal, Pedro Machado, disse à agência Lusa que encara com “optimismo” o período de pós-desconfinamento e o Verão deste ano para o sector. Este organismo regional abrange 100 concelhos da região Centro, entre os quais os 12 municípios que integram a OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste.

“Vemos com optimismo esta recuperação que estamos a programar. Foi por isso que a Turismo Centro de Portugal já lançou duas campanhas nacionais”, referiu Pedro Machado. Segundo o responsável, uma das campanhas envolve o cartão Continente e dirige-se aos quatro milhões de consumidores portugueses portadores do cartão “que beneficiam de um desconto de 20% para reservas em hotéis de três estrelas, hotéis de quatro estrelas e de turismo em espaço rural, que podem usufruir até 30 de Outubro deste ano”. A outra campanha intitula-se ‘Aqui entre nós’ e é, essencialmente, “de foco no mercado nacional, no mercado interno, mas também a ‘piscar o olho’ ao mercado espanhol”, para que Portugal, a partir deste mês e de Junho, possa “voltar a ser o destino preferencial dos portugueses e também dos espanhóis”. “Conseguimos essa janela de oportunidade em 2020, mesmo em situação de pandemia. Acreditamos que neste exercício de [20]21 podemos voltar a ter bons resultados”, vaticina.

Pedro Machado disse perceber que “há uma ansiedade enorme dos espanhóis, por exemplo, em viajar”, e tem conhecimento de que “muitos dos portugueses querem voltar ao Centro de Portugal neste Verão de 2021”. O responsável lembrou que o Verão de 2020 “deu resultados, comparativos com anos como 2019, até superiores”. “Tivemos aqui janelas de oportunidades nos meses de Junho, Julho e Agosto e mesmo até Setembro. Vimos os portugueses a redescobrirem o interior, a preferirem o turismo ativo, o turismo de natureza, além das praias oceânicas, as nossas praias fluviais, as nossas barragens, mas também os nossos trilhos pedestres, as nossas ecopistas, a nossa gastronomia”, relatou.

A região proporcionou ofertas “muito em linha com aquilo que são hoje as duas grandes preocupações dos consumidores”: a percepção de segurança e distanciamento natural.

Questionado sobre se os operadores turísticos da região estão a preparar-se para a retoma do sector, Pedro Machado respondeu que existe “um esforço enorme” dos empresários. “Nos dados que temos relativamente ao mês de Abril de 2021, com o barómetro, nomeadamente da AHRESP [Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal], a restauração, sobretudo o canal Horeca, têm dados muito preocupantes. Estima-se que possa haver entre 17 a 20% de processos de insolvência. E isso é uma preocupação enorme”, alertou.

Dada a situação, disse que a missão actual é contrariar a tendência “daqueles que foram obrigados a estar fechados durante os meses de Janeiro, Fevereiro, Março e Abril” e iniciar o processo da retoma. “Continuamos a dizer ao Governo que é preciso continuar o esforço de apoio à tesouraria destas microempresas porque, se formos, e vamos ser, capazes de voltar a captar estes fluxos turísticos, precisamos das empresas, precisamos dos empregadores, precisamos destes postos de trabalho ativos para poderem responder a essa procura que eu acredito que até à Páscoa de 2022, com o processo de vacinação em curso, como ele está, possamos voltar a ter um novo normal”, rematou.

Texto: ALVORADA com agência Lusa