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Preço da alimentação animal pode subir com agravamento do valor da matéria-prima - IACA

boi gado

O preço da alimentação animal poderá subir este ano devido ao aumento, entre 35% e 40%, do valor da matéria-prima, indicou hoje a Associação Portuguesa dos Industriais dos Alimentos Compostos para Animais (IACA). “As empresas portuguesas de alimentação animal têm sido especialmente impactadas com o aumento dos preços do milho, trigo, cevada e oleaginosas, como a soja e seus derivados”, apontou, em comunicado, a associação.

Em causa, segundo a IACA, estão aumentos na ordem dos 35% a 40%, tendência que se deve manter e provocar “uma subida dos preços da alimentação no consumidor em Portugal já em 2021, por efeito da transmissão das referidas subidas nos vários agentes económicos a jusante”.

No documento, a associação lembrou que o índice de preços de alimentação da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) regista um aumento, pelo nono mês consecutivo, atingindo uma média de 116 pontos. Conforme notou a IACA, a China é apontada como uma das principais responsáveis pela subida generalizada dos preços devido à compra de grandes quantidades de matérias-primas, como o milho e a soja, para acumular ‘stocks’ e satisfazer as produções de suínos e frangos.

Entre 10 e 11 de Março, os industriais da alimentação animal vão promover um ‘webinar’ onde vai ser analisado o mercado ibérico dos alimentos para animais, um ano após o início da pandemia. A sessão vai contar com as intervenções de uma representante da consultora Agprotein, Emily French, que vai apresentar a situação e perspectivas do mercado mundial dos cereais e de um representante da consultora Harfield Trading Partners, Dave Hightower, que vai focar-se na situação e perspectivas para o mercado mundial da proteína. O ‘webinar’ vai ainda contar com o presidente da IACA, José Romão Braz, e com o presidente da congénere espanhola, Fernando Antunez, que vão analisar a situação do sector nos dois países.

“É importante percebermos que um país dependente de importações de cereais e oleaginosas, como o nosso, é naturalmente vulnerável, e fica mais exposto nestas alturas”, considerou, citado no mesmo documento, Romão Braz, acrescentando que a pandemia e as perspectivas de procura das matérias, obrigam o sector a pensar na segurança do abastecimento alimentar à população.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA (arquivo)