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Gastão Elias e Tiago Cação com convites para o ‘ATP Challenger 125 Oeiras Open’ que arranca domingo

Central Jamor Oeiras

O lourinhanense Gastão Elias e o penichense Tiago Cação vão participar no terceiro torneio do ‘ATP Challenger Tour’ a realizar-se em Portugal e o mais importante do ano segundo a Federação Portuguesa de Ténis. Trata-se do ATP Challenger 125 Oeiras Open, apresentado oficialmente esta sexta-feira. Para além dos tenistas oestinos, Frederico Silva, João Domingues e Nuno Borges contam com ‘wild cards’ (convites) para a competição, tal como Gonçalo Oliveira.

Organizado no Complexo Desportivo do Jamor entre os dias 16 e 22, com o apoio da ATP e do Município de Oeiras, o ‘ATP Challenger 125 Oeiras Open’ distribui 132.280 euros em prémios monetários e entrega 125 pontos ao vencedor. Trata-se da categoria mais elevada logo a seguir ao primeiro patamar do circuito ATP, no qual está inserido o ‘Millennium Estoril Open’.

Os portugueses Frederico Silva (que esta semana surge na melhor classificação da carreira, o 170.º lugar), João Domingues (227.º) e Nuno Borges (301.º e com estreia assegurada no ‘top’ 300 já na segunda-feira) receberam os três convites disponíveis para o quadro principal. Assim, vão juntar-se ao compatriota Pedro Sousa (111.º e o único português a ter entrada directa) num elenco de luxo que inclui seis jogadores do ‘top’ 100 mundial - Jiri Vesely (73.º), Steve Johnson (85.º), Federico Coria (91.º), Pedro Martínez (94.º), Yannick Hanfmann (95.º) e Juan Ignacio Londero (98.º) - e ainda o prodígio espanhol Carlos Alcaraz (114.º), treinado pelo ex-número um mundial Juan Carlos Ferrero.

Para a fase de qualificação, os ‘wild cards’ foram entregues a Gonçalo Oliveira (309.º), Gastão Elias (312.º) e Tiago Cação (529.º), que entrarão em acção já a partir de domingo para procurarem lugar no quadro principal, que começa na segunda-feira.

O ‘ATP Challenger 125 Oeiras Open’ será o quinto torneio desta categoria a acontecer em todo o mundo em 2021 e, de longe, o que conta com o quadro mais forte: em Istambul (Turquia) não esteve nenhum jogador do ‘top’ 100 e o ‘cut-off’ fechou a 169.º; em Biella (Itália) estiveram três jogadores do ‘top’ 100, mas o último tenista a entrar no quadro principal era o 200.º classificado; até Nur-Sultan (Cazaquistão) viajaram quatro tenistas do ‘top’ 100, mas o ‘cut-off’ fechou a 243.º; e em Belgrado (Sérvia) esteve um membro do ‘top’ 100 e o quadro principal fechou a 172.º. Esta sexta-feira, à hora da apresentação, estavam inscritos no ‘ATP Challenger 125 Oeiras Open’ nada mais do que seis tenistas do ‘top’ 100, com o ‘cut-off’ estabelecido no 172.º lugar.

O sorteio do ‘qualifying’ está marcado para as 18h30 de sábado, enquanto os dos quadros principais de singulares e pares acontecem meia-hora antes. A Sport TV transmitirá em directo dois encontros por dia a partir das 13h00 entre segunda-feira e sexta-feira e, no sábado, a grande final, marcada para as 12h00 a pedido da ATP, uma vez que o ‘qualifying’ de Roland-Garros (França) começa domingo, dia 23.

Vasco Costa, presidente da Federação Portuguesa de Ténis, destacou hoje que “é a primeira vez que realizamos em Portugal um torneio desta categoria, a mais alta do ‘ATP challenger’, é o segundo mais importante que se realiza nosso país. Fomos desafiados pela ATP a realizar neste magnífico complexo, com um dos ‘courts’ mais bonitos do mundo. Vamos ter, no mínimo, sete tenistas portugueses: todos os seis ‘wild-cards’ (três para o quadro principal e três para o ‘qualifying’) serão para portugueses, mais o Pedro Sousa que entra directo no quadro”. “O ‘cut-off’ será o mais forte de todos os ‘ATP 125’ deste ano. Será certamente uma excelente semana de ténis, com seis jogadores do’ top’ 100 e quero realçar a presença da grande promessa do ténis espanhol e mundial, Carlos Alcaraz, treinado por Juan Carlos Ferrero”, frisou ainda o dirigente federativo.

Para José Carlos Santos Costa, director do torneio, “a diferença em termos organizativos não é muito grande ou quase nada por uma razão simples: os ‘ATP Challenger 50’ que organizámos já tinham um nível muito alto, já estavam ao nível deste 125. São apenas dois ou três detalhes que fazem a diferença, por exemplo, ao nível da fisioterapia”. “A responsabilidade é que é maior porque aparecem muitos jogadores que estão habituados a outros cenários, outros ambientes com uma outra qualidade que habitualmente não se encontra em Portugal. Tivemos cuidado com os pisos, com aqueles fatores que fazem com que os jogadores se sintam bem e tenham prazer em jogar este torneio e queiram voltar”, conclui o responsável da prova.

Falando pelos jogadores, Pedro Sousa, 111.º do ‘ranking’ ATP, fez questão de evidenciar que “é uma excelente hipótese para me aproximar outra vez dos 100 primeiros; não estou muito longe e uma boa semana aqui ajudava bastante. O ano não está a correr grande coisa, mas é uma boa oportunidade para mudar o rumo. Ter um torneio deste nível, logo abaixo dos ATP, com muitos jogadores habituados a jogar a um nível mais alto, por isso, vai ser uma semana de excelente ténis, vai haver muitos bons jogos aqui. É bom para os portugueses competir em casa, não temos que viajar, este ano temos vários torneios aqui e, para ser ainda melhor, ter um torneio deste nível é ótimo para nós todos”. Já Nuno Borges, 301.º do ‘ranking’ ATP, outro dos tenistas lusitanos presentes na sessão, frisou que “o Estoril Open foi uma primeira vez para mim nos ATP e, sem dúvida, uma experiência que não vou esquecer. Agora estou pronto para este torneio e muito entusiasmado para jogar aqui. Já conheço os campos e jogar em casa é um fator decisivo muitas vezes nestes jogos, por isso, estou confiante para este torneio”.

Texto: ALVORADA com Gabinete de Imprensa do ‘ATP Challenger 125 Oeiras Open
Fotografia: Sara Falcão (GIATPC125OO)