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Fim da greve: abastecimento dos postos de combustíveis normalizado a nível nacional em 48 horas

Posto de Combustivel

O Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas estima que o abastecimento de combustível a nível nacional fique normalizado dentro de dois dias, depois de desconvocada hoje a greve que durava desde segunda-feira. Em declarações aos jornalistas após o anúncio do final da greve, no Ministério das Infraestruturas e Habitação, Pedro Henriques, do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas (SMMP), congratulou-se com o entendimento conseguido e disse esperar que até ao final do ano se consiga concluir o acordo de negociação colectiva.

A desconvocação da greve dos motoristas de matérias perigosas, que tinha começado na segunda-feira, foi anunciada hoje de manhã pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos.

“Vamos dar início às negociações com a ANTRAM [Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários de Mercadorias], com supervisão do Governo, para negociar as cláusulas da negociação coletiva desta classe profissional. A primeira reunião é dia 29 e tem como objectivo até ao final deste ano estar fechado este acordo colectivo de trabalho”, afirmou o responsável.

Pedro Henriques disse ainda que o que fez o sindicato desconvocar a greve foi “a garantia da ANTRAM e do Governo de que se iniciaria esta negociação colectiva de trabalho” e o compromisso do executivo de que este acordo estaria fechado até final do ano e que as negociações decorrerão “com tranquilidade”. “Não está em causa apenas uma negociação, está em causa o reconhecimento oficial da categoria de motorista de matérias perigosas”, afirmou Pedro Henriques.

O representante sublinhou que o sindicato tinha consciência de que “a manutenção do direito pela greve iria causar ainda mais problemas ao país, que parou em três dias”. “Não era nossa intenção. Manifestamo-nos sempre de forma pacífica para alertar para a importância que estes homens têm, pois sem eles o país para, mas o país não os conhecia nem os reconhecia”, acrescentou.

No entendimento conseguido hoje, as partes comprometem-se a “diligenciar pela manutenção de um clima de diálogo e paz social, mantendo o diálogo como forma de resolução de diferendos ou divergências até ao fim das negociações”, abstraindo-se de “outras formas de pressão, nomeadamente greves”.

Recorde-se que esta greve provocou uma autêntica corrida às bombas de combustíveis por parte dos automobilistas, causando uma ruptura completa do ‘stock’ em vários concelhos, como foi o caso dos postos de abastecimento do concelho da Lourinhã.

Texto: ALVORADA com Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA