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Eleições Europeias marcadas pela discussão de um orçamento insuficiente para suportar todas as políticas europeias

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As eleições europeias, que vão decorrer entre 23 e 26 de Maio, vão ser as primeiras que vão enfrentar as chamadas ‘fake news’, as notícias falsas que são disseminadas nas redes sociais, algo que tem vindo a preocupar os responsáveis do Parlamento Europeu. Segundo Teresa Kuller, da Direcção-Geral de Comunicação do PE, “este tem sido o assunto a dominar as atenções em Bruxelas no último mês”. A assessora do PE falava durante o primeiro seminário para jornalistas sobre as eleições que se avizinham que está a decorrer na capital belga com profissionais oriundos de todos os países da União Europeia.

O acto eleitoral vai decorrer em Portugal no próximo dia 26 de Maio e o nosso país vai continuar a eleger 21 eurodeputados. O PE pretende que os 705 eurodeputados que serão eleitos, menos 46 que os actuais, seja uma boa oportunidade para os eleitores elegerem os melhores representantes de cada país e, simultaneamente, contribuírem para a decisão sobre o futuro da União Europeia. Para Duth Guillot, director-geral para a Comunicação e porta-voz do PE, “é importante que os eleitores saibam o que a Europa fez para os cidadãos, nos últimos cinco anos, através do PE, assim como o que pretende fazer no próximo mandato”. “Vai estar em causa também a eleição do próximo presidente da Comissão Europeia”, destacou o responsável comunitário.

Neste primeiro dia de trabalhos foram apresentados alguns testemunhos sobre projectos co-financiados pela União Europeia e que ajudaram as respectivas comunidades em áreas diversas. O tratamento cirúrgico inovador a válvulas do coração ou as obras no metro de Sofia (Bulgária) foram alguns dos exemplos abordados neste primeiro dia.

Mas em cima da mesa da discussão está a implicação directa que o ‘Brexit’ vai ter na continuação da implementação das políticas europeias, dado que haverá um país grande - Reino Unido - que deixará de contribuir para o orçamento comunitário. E a questão que se coloca é: como fazer mais e melhores políticas europeias com menos dinheiro, quando os Estados-Membros não querem abrir os cordões à bolsa dos respectivos orçamentos nacionais para cobrir o que irá faltar nos próximos orçamentos comunitários.

Eurodeputados da esquerda e da direita estão todos de acordo com a necessidade de haver uma maior contribuição ‘per capita’ dos países da União Europeia. O que os divide é a percentagem a exigir a cada um e as políticas que devem ser salvaguardadas. O polaco Jan Olbrycht não tem dúvida de que a discussão não se reduz ao dinheiro: “o que queremos da União Europeia? Mais Europa ou menos Europa?”. A francesa Isabelle Thomas reduz a questão ao facto de que “não é possível sermos ambiciosos para a Europa sem um orçamento adequado”. O espanhol Jordi Solé alerta de que, pela primeira vez, o orçamento comunitário será mais baixo do que o anterior: “é urgente que decidamos se queremos ser, ou não, ambiciosos para o futuro da União Europeia!”. Tudo vai depender da resposta que os Estados-Membros vão dar a estas preocupações.

Para esta quarta-feira está previsto o contacto da delegação de jornalistas portugueses com vários eurodeputados portugueses, que, em fim de mandato. darão a conhecer os respectivos pontos de vista sobre as próximas eleições europeias.

Texto e fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA, em Bruxelas (Bélgica) a convite do Parlamento Europeu