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Obras no viaduto do Olho Marinho no IP6 Óbidos/Peniche deverão começar em Janeiro

IP6

A IP - Infraestruturas de Portugal agendou para Janeiro o início das obras na faixa do IP -Itinerário Principal 6, entre Óbidos e Peniche, na zona do viaduto do Olho Marinho, que tem fendas significativas no pavimento e uma faixa de rodagem fechada ao trânsito desde o ano passado. O concurso para as obras, orçadas em 3,5 milhões de euros, foi lançado em Abril e, depois de consignadas, vão decorrer durante sete meses, pelo que os trabalhos só estarão concluídos no último trimestre de 2019.

Segundo a agência Lusa, “está previsto que o contrato da empreitada seja assinado ainda este mês, mantendo-se a estimativa de consignação da obra para o início de 2019”, respondeu a IP, empresa estatal tutelada pelo Ministério do Planeamento e das Infraestruturas.

Este troço do IP6, ao quilómetro 14, está encerrado ao trânsito no sentido Este/Oeste numa parte do troço, fazendo-se a circulação rodoviária dos dois sentidos de trânsito na faixa contrária. O troço em questão não só está fechado ao trânsito, como também com velocidade condicionada.

A IP esclareceu que, devido a “características específicas no subsolo”, os abatimentos do piso “foram sendo alvo de correcção”. Contudo, como “não se verificou uma maior estabilização dos terrenos e os assentamentos continuam a ocorrer”, a IP encomendou um estudo geotécnico em 2017 e, só depois de o receber, pôde lançar concurso público.

Trata-se de uma via de comunicação rodoviária que é também importante para o concelho da Lourinhã, nomeadamente para a zona norte, porque é o acesso mais rápido à A8.

O Município de Óbidos, através da sua página na internet, sublinha que estas obras vão ser realizadas “depois das chamadas de atenção de condutores e das autarquias abrangidas pelo troço” à IP. A autarquia obidense refere também que “as anomalias no troço do IP6 localizado na proximidade do viaduto de Olho Marinho, foram sendo alvo de remendos pontuais desde há cerca de seis anos a esta parte, mas as fissuras que foram seladas voltaram a abrir e o piso abateu, originando fendas profundas e, em alguns casos, com cerca de 20 centímetros de largura”.

Sublinha ainda a autarquia obidense que, em janeiro de 2017, a via mais à direita, no sentido Óbidos-Peniche, da faixa de rodagem ficou vedada ao trânsito, até que em Julho, na sequência do capotamento de um carro junto à zona sinalizada, a circulação foi totalmente interdita para ser feito um estudo geotécnico para travar os assentamentos, tendo sido a circulação desviada para a via contrária, que está agora dividida em dois sentidos e com velocidade condicionada ao longo de cerca de um quilómetro.

Também o Município de Peniche, através da Assembleia Municipal, tem manifestado preocupação pela situação, tendo em conta que se trata também do acesso directo à A8. A Junta de Freguesia da Serra D’El Rei já fez saber a sua preocupação, segundo a agência Lusa, que “aquela via deve ser olhada com muita responsabilidade, porque ninguém quer que se repita na região o que aconteceu em Borba”, onde o deslizamento de terras e o colapso de uma estrada provocaram cinco mortos, pelo que defende que o trânsito de veículos pesados deveria ser desviado “para aliviar a carga” na via.

Texto: Paulo Ribeiro/Jornal ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Carlos Tiago (arquivo)