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Caldas da Rainha quer liderar ‘top’ das dormidas de turistas na região Oeste

Tinta Ferreira

As dormidas de turistas no país e na região têm vindo a subir mas as Caldas da Rainha está a crescer, neste segmento económico, mais que os outros concelhos do Oeste. Quem o garante é Tinta Ferreira, presidente da Câmara Municipal, que, no colóquio realizado esta terça-feira na cidade termal, subordinado ao tema ‘O Papel dos Produtos Endógenos no Turismo’, afirmou que “esta curva de crescimento, a continuar a acontecer, fará com que nos próximos anos passemos do quarto para o primeiro lugar, ou perto disso, na região Oeste”.

Sem citar números oficiais, o autarca caldense revelou ainda que se assiste no concelho a um contínuo crescimento das unidades de alojamento local e perspectiva-se a construção, a curto prazo, de dois novos hotéis: uma de três estrelas e com 100 quartos, a nascer no espaço ocupado pela antiga fábrica de faianças Secla, perto do Parque D. CarlosI; o outro será de cinco estrelas, com 124 quartos e ocupará os antigos pavilhões do Parque D. Carlos I, da responsabilidade do Grupo Visabeira e terá a designação ‘Montebelo Rafael Bordalo Pinheiro Caldas da Rainha Hotel’ para entrar em funcionamento no início de 2021. Ambos ficam localizados na zona central da cidade e os respectivos projectos de arquitectura já foram aprovados pela Câmara Municipal.

Haverá, assim, um ‘up-grade’ do tipo de turismo que se faz nas Caldas da Rainha, acredita o autarca, destacando que o turismo, comércio e serviços têm um papel decisivo no desenvolvimento da região Oeste. “Estes investimentos têm a missão de trazer as pessoas às Caldas da Rainha. Depois, se consomem ou fazem compras, aí já têm que ser os agentes económicos a tentar criar as condições para que isso aconteça. Terão de valorizar os seus espaços e fazerem iniciativas e, já agora, valorizarem os produtos da região de modo a que sejam elementos de atractividade”, defende o também vice-presidente do Conselho Intermunicipal da OesteCIM.

A conclusão das obras de regeneração urbana no centro da cidade foi o mote, segundo o autarca, para que as pessoas olhassem para as Caldas da Rainha como um destino turístico. “Estamos no centro de uma região onde o potencial turístico é muito forte - Óbidos, Peniche, Alcobaça e Nazaré - mas as Caldas da Rainha não tinha essa preferência de procura. As obras de regeneração do centro histórico foram muito difíceis mas no final tornaram-no atractivo. Um programa de animação adequado fez com que as pessoas começassem a olhar para a nossa cidade de outra maneira. Temos uma enorme expectativa do tempo que aí vem”, adiantou o edil social-democrata.

Este colóquio realizado nas Caldas da Rainha está inserido na iniciativa ‘Oeste Portugal - Tourism Startup Program’ e foi promovido pela OesteCIM - Comunidade Intermunicipal do Oeste e AIRO - Associação Empresarial da Região Oeste com o apoio do Instituto Politécnico de Leiria através da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar, Turismo de Portugal e Município das Caldas da Rainha. ‘Produtos autênticos e o seu impacto no desenvolvimento sustentável do turismo’, ‘A importância dos produtos endógenos no turismo’, ‘A importância dos produtos endógenos nas Caldas da Rainha’, ‘Mecanismos de apoio à promoção de produtos endógenos - Caldas Empreende’ e ‘Lojas com História’, foram os temas abordados pelos oradores convidados.

Este foi o quarto colóquio realizado no âmbito deste programa regional, depois dos eventos ocorridos em Peniche, Alenquer e Torres Vedras. O próximo decorrerá a 11 de Dezembro nas Caldas da Rainha (Centro Cultural e de Congressos).

Texto e fotografia: Paulo Ribeiro/Jornal ALVORADA