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Gasóleo esgotado nas bombas de combustíveis do concelho da Lourinhã

posto de de combustiveis

As bombas de combustíveis do concelho da Lourinhã já não dispõem de gasóleo para venda ao público, segundo apurou o ALVORADA junto das empresas do sector, tal foi a procura maciça por parte dos automobilistas. Por enquanto ainda está disponível para venda a gasolina, em alguns postos, combustível menos procurado que o gasóleo, sobretudo para as empresas que dispõem de viaturas ligeiras e pesadas ao serviço.

Tal como no resto do país, a greve dos motoristas de matérias perigosas levou à corrida dos automobilistas às bombas também no concelho da Lourinhã por temerem ficar com os depósitos secos. Ontem ficaram sem gasóleo, na sede do concelho, a Garagem Avenida do Oeste, o Intermarché, a Repsol, a BP e a Louricoop. Já esta manhã parou a venda de gasóleo nos postos Prio Santa Bárbara, Repsol na Marteleira, Vimeiro e na Louricoop da Moita dos Ferreiros. Todos os postos foram obrigados a ficar com uma reserva para abastecer unicamente as forças de segurança e de socorro. Há muitos anos que não se via uma situação do género.

Em causa está a greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00h00 de segunda-feira, convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, tendo sido impugnados os serviços mínimos definidos pelo Governo. Entretanto, a portaria que efectiva a requisição civil dos motoristas de matérias perigosas foi hoje publicada em Diário da República e produz efeitos até ao dia 15 de Maio.

A Associação Nacional de Revendedores de Combustível (ANAREC) estimou hoje que cerca de 40% dos postos da rede nacional estejam neste momento inactivos ou em situação de pré-rutura de 'stock', com tendência para aumentar nas próximas horas e transversal a todo o país.

A ANAREC está também preocupada com a situação do canal de revenda de gás engarrafado propano e butano, havendo já registo das "primeiras rupturas", com tendência igualmente para agravar, uma vez que se trata "de um bem de primeira necessidade". Para Francisco Albuquerque a situação é "insustentável" pelo que as partes "envolvidas devem sentar-se à mesa a negociar"“Perante este cenário e perante o facto de evidentes problemas graves que esta paralisação poderá vir a trazer será muito importante as partes envolvidas sentarem-se à mesa e fazerem um esforço real para resolver a situação. Este impasse é insustentável e não é apenas com os serviços mínimos ou com a requisição civil que podemos resolver esta situação", disse.

A Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas informou que não foi ainda retomado o abastecimento dos postos de combustível, apesar da requisição civil, e que já há marcas “praticamente” com a rede esgotada. O Primeiro-Ministro António Costa admitiu alargar os serviços mínimos e adiantou que o abastecimento de combustível está “inteiramente assegurado” para aeroportos, forças de segurança e emergência. Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.

No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excepcionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos. Militares da GNR estão de prevenção em vários pontos do país para que os camiões com combustível possam abastecer e sair dos parques sem afectarem a circulação rodoviária.

Notícia actualizada às 14h55
Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA