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Greve dos motoristas de matérias perigosas provoca corrida aos postos de combustíveis no concelho da Lourinhã

Posto de Combustivel

A greve dos motoristas de matérias perigosas levou à corrida dos automobilistas às bombas de combustível também no concelho da Lourinhã por temerem ficar com os depósitos secos. Há pelo menos uma estação de serviço que esgotou os depósitos e está encerrada ao público: a GAO - Garagem Avenida do Oeste, na vila da Lourinhã, tem letreiros afixados nas bombas a dizer ‘esgotado’. Nos restantes postos de combustíveis já se verificam filas de viaturas que aguardam pelo abastecimento pelo que, com este ritmo de consumo, é provável que venham também a esgotar o armazenamento de venda ao público. Há muitos anos que não se via uma situação do género.

Em causa está a greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00h00 de segunda-feira, convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, tendo sido impugnados os serviços mínimos definidos pelo Governo. Entretanto, a portaria que efectiva a requisição civil dos motoristas de matérias perigosas foi hoje publicada em Diário da República e produz efeitos até ao dia 15 de Maio.

As empresas de transportes rodoviários estão “já nos limites” devido à falta de combustível, disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP).  Luís Cabaço Martins fez o ponto de situação com as associadas no primeiro dia da greve e concluiu que que “alguns operadores não estão a ser reabastecidos”. “Já havia recusas de abastecimentos por parte das petrolíferas e agora é uma questão de se esgotarem as reservas”, referiu o líder associativo.

A ANTROP espera que o problema “fique resolvido rapidamente, senão vamos ter situações no curto prazo muito complicadas”, disse Cabaço Martins, que reforçou que espera que a questão seja solucionada, "porque de outra forma começamos seguramente a ter problemas na circulação”. Caso persista a falta de abastecimento, Cabaço Martins garantiu que alguns operadores “irão começar a ter problemas nos próximos dias seguramente e, se demorar muito”, haverá dificuldades em todos.

A ANTROP viu “com bons olhos esta tomada de posição do Governo”, bem como a “requisição civil que prevê o abastecimento das empresas de transportes públicos”, de acordo com o presidente da associação. “Achamos que independentemente do direito à greve, os serviços públicos têm que ser assegurados. O Governo sabe disso e aguardamos que o assunto fique resolvido hoje para que não se ponha em causa o serviço público de transportes”, indicou Cabaço Martins.

Texto: ALVORADA com Lusa
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA