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Papa diz que só um esforço intergeracional salvará os oceanos e as comunidades costeiras das agressões que têm sido vítimas

Papa e Mar

O Papa frisou este domingo que a salvaguarda dos oceanos depende de um esforço “intergeracional”, numa mensagem enviada aos participantes de uma conferência internacional sobre os oceanos, promovida pelo Vaticano em Copenhaga. Na missiva, publicada pela sala de imprensa da Santa Sé, Francisco realça a urgência de estender este “empenho fraterno” a todos quantos sofrem com as agressões cometidas contra os mares, sobretudo “as comunidades costeiras e a todos quantos trabalham neste meio”. Homens, mulheres e crianças, famílias que “tão frequentemente são vítimas das alterações climáticas e das injustiças que decorrem de modelos insustentáveis de desenvolvimento”, apontou o Papa argentino.

A conferência internacional ‘O bem-comum dos nossos mares’ decorreu entre os dias 3 e 5 de na capital da Dinamarca, organizada pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, em parceria com a Comissão Justiça e Paz Europa, a Comissão Justiça e Paz Dinamarca, o Apostolado do Mar e o Movimento Católico Global pelo Clima. O encontro contou com a participação de representantes de várias tradições religiosas, de membros de organizações internacionais, de agentes ligados a sectores como a educação, a ciência e o mundo empresarial. No centro da iniciativa esteve a análise às oportunidades e desafios que caraterizam hoje os oceanos e mares, bem como as zonas costeiras, e todas as pessoas que dependem destas áreas para viver.

Para Francisco, é fundamental confrontar as “ameaças provocadas pela desajustada gestão dos oceanos e pela manipulação criminosa das indústrias marítimas”, sem esquecer fenómenos adjacentes a este contexto, como “a praga do tráfico humano”. O Papa defende para isso também a necessidade de um “crescente” esforço de “diálogo” e de trabalho “interdisciplinar”, que torne “mais efectivas as respostas a dar a todos estes desafios complexos que têm surgido”. “Mais do que desejável o diálogo é essencial: diálogo entre religiões, entre nações, entre crentes e não-crentes, entre as ciências, entre ricos e pobres, entre todos. Certamente não é uma tarefa fácil, mas a gravidade da crise ecológica exige que olhemos para o bem de todos”, refere Francisco, que cita a sua encíclica ‘Laudato si’, dedicada à questão ambiental.

Texto: Agência Ecclesia