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Dia dos Fiéis Defuntos: a esperança que nos anima e conforta

Para mim escrever estas linhas é sempre um exercício difícil, mas que procuro fazer com seriedade, e com intenção de poder ajudar de alguma forma e ser útil a quem gasta tempo a ler. Quando pensava no tema para esta edição alguns me foram sugeridos:

- O Oitavário para a Oração pela Unidade dos Cristãos
No dizer do Papa Francisco uma missão de todos num compromisso sério por vivermos em fidelidade ao Evangelho, e na procura de apesar das diferenças caminhar na unidade. A fé nos diz que esta é possível pela oração, isto é, na abertura a acção do Espírito Santo que nos ensina a vencer todas as barreiras do nosso egoísmo e escolha erradas, e a seguir juntos por onde o Senhor nos chama, ainda que de formas diferentes, mas com a convicção profunda que o que importa verdadeiramente é encontrarmo-nos todos em Deus.

- A Jornada Mundial da Juventude no Panamá nos dias 22 a 27 de Janeiro

João Paulo II teve a intuição de fazer e concretizou esta iniciativa de se reunir periodicamente com os jovens cristãos de todo o mundo. Os outros Papas continuaram a fazê-lo e para Francisco esta é já a terceira vez: depois de Rio de Janeiro e Cracóvia agora é num pequeno país da América Central: o Panamá. Apesar de tantas solicitações aparentemente mais aliciantes que o mundo oferece, centenas de milhares, mesmo milhões, de jovens encontram-se para celebrar a sua fé e a pertença à Igreja Católica, acolherem uma Palavra de Deus na pessoa do Santo Padre, e para se renovarem interiormente na missão que o Senhor lhes confia de serem testemunhas do Evangelho e modelos de santidade.

- A crescente oferta de programas de televisão sobre as relações de compromisso entre duas pessoas das formas mais surreais

Apesar de não ter seguido pessoalmente estes formatos de televisão, escuto vários comentários e leio algumas notícias. Quando era criança surgiram na televisão as telenovelas brasileiras, idolatradas por uma grande maioria, revelando aquilo que hoje ainda se mantém em muitos casos: as pessoas precisam de fantasiar e encontrar escapatórias para as vidas que levam. A nossa sociedade vive um déficit assustador de capacidade de amar. Hoje parece que o que interessa é apenas o prazer egoísta e imediato. A doação simples, silenciosa e gratuita própria de quem ama, não está nos horizontes de vida de muitos, o que revela uma pobreza humana triste e preocupante. Só o Amor realiza a pessoa tudo o resto são caricaturas geradoras de vazio e angústia. Assistir a estes programas parece-me algo desaconselhável e inapropriado, sobretudo, para os mais novos. Trata-se de algo parecido com o ensinar as crianças a valorizarem a paz e depois oferecer-lhes armas, jogos de guerra e outras coisas do género para brincarem. Um mundo de faz de conta onde o que importa é o teu prazer!

- A reportagem sobre a vida das monjas do Carmelo de Coimbra: Clausura Feliz

Um exemplo de bom jornalismo sobre algo que edifica e importa para todos: a procura da felicidade. Aquelas mulheres dentro do Convento descobriram-na de uma forma interpelante e escandalosa para alguns, mas a verdade é que a sua alegria é autêntica e, por isso, contagiante. Quem dera que todos acreditássemos na força do Amor vivido em Deus e aceitássemos responder-lhe com generosidade, ainda que isso implique a renúncia e o deixar as débeis seguranças até aí aprendidas. A sabedoria da vida destas mulheres tem muito a ver com o que dizia outro grande Carmelita, São João da Cruz, sobre o modo de chegar ao tudo: “Para chegares ao que não sabes, hás-de ir por onde não sabes. / Para chegares ao que não gozas, hás-de ir por onde não gozas. / Para vires ao que não possuis, hás-de ir por onde não possuis. / Para vires a ser o que não és, hás-de ir por onde não és.

A nossa existência precisa de palavras que nos ajudem a encontrar sentido e sejam para nós uma interpelação a sermos mais no dom do Amor uns aos outros. Foi para isso que nascemos, se alguém nos disser o contrário está enganado. Se estas linhas ajudarem a encontrar alguma pista do caminho da verdade então já cumpriram a sua finalidade.

Pe. Ricardo Franco
Edição 1251 - 18 de Janeiro de 2019