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Cerca de metade do efectivo da PSP tem mais de 45 anos

PSP arquivo

Cerca de metade do efetivo da Polícia de Segurança Pública tem entre 45 e 59 anos de idade, revela o balanço social de 2021 daquela polícia, que destaca um ligeiro aumento de polícias, invertendo uma tendência de anos.

“No que respeita à distribuição do efectivo policial (…), constata-se que é no escalão etário dos 45-49 anos que existe uma maior incidência de efectivos, com 21,24% do total, seguido pelos escalões etários dos 50-54 anos com 18,77%, dos 55-59 anos com 14,45%, dos 40-44 anos com 12,94%”, refere o documento, publicado na página da Internet da PSP.

O mesmo documento precisa que no ano passado se verificou a entrada de 1.139 trabalhadores, dos quais 798 foram admitidos através de um novo recrutamento de polícias.

Segundo a PSP, o número de total de trabalhadores em 2021 registou um acréscimo de 0,63% em comparação com 2020 (mais 130), um aumento de efectivos que não se verificava há alguns anos.

Contactado pela agência Lusa, o presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP), Paulo Santos, afirmou que os dados do relatório traduzem o envelhecimento da PSP, frisando que é necessário rejuvenescer o efectivo. Paulo Santos considerou que o Governo deve dar especial atenção a este rejuvenescimento, tendo em conta “a exigência e complexidade” do serviço, que requer cada vez mais um trabalho musculado por parte da polícia. Segundo presidente da ASPP, na Unidade Especial de Polícia (UEP) já se começa a notar o envelhecimento dos polícias.

Sobre o ligeiro aumento de 0,63% do efectivo em 2021, Paulo Santos considerou ser insuficiente, uma vez que há muitos polícias que atingiram o tempo de serviço para se reformarem, sendo necessário criar condições para uma profissão mais atrativa. Nesse sentido defendeu a criação de um plano que efectivamente se traduza na entrada e saídas de polícias.

No total, a PSP tem 20.687 trabalhadores, 96,6% dos quais são polícias. A maioria dos polícias pertence à classe de agentes (16.906), seguido de chefes (2285) e oficiais (905). Segundo o mesmo documento, no ano passado saíram daquela força de segurança 947 efectivos, sendo o motivo de saída mais relevante a aposentação (61%).

O relatório dá também conta de que no ano passado foram registados 388.487 dias de ausência ao trabalho, a grande maioria entre o efectivo policial, num total de 370.450 dias, representando em média 18 dias de ausência por polícia. De acordo com a PSP, 56,53% das ausências ao trabalho estiveram relacionadas com doença e 19,31% com acidentes em serviço.

No que diz respeito aos casos de incapacidade declarados durante o ano 2021, relativos a polícias vítimas de acidente em serviço, 70 resultaram numa incapacidade permanente, 48 em incapacidade temporária e absoluta e 17 numa incapacidade temporária e parcial para o trabalho.

O balanço social refere ainda que 54% dos polícias auferem remunerações mensais líquidas entre 1.251 e 1.500 euros.

Texto: ALVORADA com agência Lusa