Pesquisa   Facebook Jornal Alvorada
Assinatura Digital

Login na sua conta

Username *
Password *
Lembrar-me

Criar uma conta

Campos marcados com (*) são obrigatórios.
Nome *
Username *
Password *
Confirmar Password *
Email *
Confirmar email *
Captcha *
Reload Captcha

Covid-19: Alívio de restrições deve ser progressivo e cauteloso defende Médicos de Saúde Pública

covid19

Os médicos de saúde pública consideram que Portugal está numa “fase oportuna” para se pensar no alívio das restrições relativas à pandemia, mas defendem que tem de ser “progressivo proporcional e cauteloso”“Estamos exactamente numa fase oportuna para pensar no alívio das restrições, porque estamos na parte descendente da onda da Ómicron, com o Rt [índice de transmissibilidade] abaixo de 1 e uma diminuição dos casos”, disse Gustavo Tato Borges.

O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde pública falava à Lusa a propósito da próxima reunião do Infarmed, na quarta-feira, para análise da evolução da situação da Covid-19 em Portugal. Para Gustavo Tato Borges ainda há uma “elevada transmissão” do vírus SARS-Cov-2, com mais de 5.000 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, quando “o ideal”, de acordo com o Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças (ECDC, sigla em inglês), é de 120 casos por 100 mil habitantes. “Portanto, o alívio das medidas tem que ser progressivo proporcional e cauteloso”, defendeu.

Na sua perspectiva, o que poderá começar a ser aliviado nesta fase é a obrigatoriedade de apresentar certificados de vacinação para entrar nos diferentes espaços, uma vez que “a grande maioria” da população elegível está vacinada ou recuperada. Nestas situações, o certificado de vacinação e até mesmo o certificado de teste pode cair.

Mas, segundo o médico de saúde pública, há “três situações fundamentais” em que devem continuar a ser exigidos: no acesso a hospitais, lares e unidades de cuidados continuados na comunidade, bem como no acesso a grandes eventos. Para Gustavo Tato Borges também pode cair a limitação da lotação máxima dos espaços comerciais, porque já não tem grandes vantagens, assim como deixar de usar máscara em espaços exteriores, porque se está “a começar a entrar no bom tempo, a usar mais o ambiente externo, onde a circulação do ar é favorecida”. Estas são as “medidas fundamentais” que podem ser alteradas nesta fase. Defendeu que se deve começar a perspectivar em que nível de incidência vai poder começar a alargar-se o alívio das restrições às restantes medidas utilizadas para proteger a população.

O Primeiro-Ministro convocou para quarta-feira uma reunião com peritos para avaliar a situação epidemiológica do país, num momento em que estão a descer o número de infecções e o índice de transmissão da Covid-19.

Texto: ALVORADA com agência Lusa