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Autoridade Marítima Nacional e Marinha alertam para agravamento das condições meteorológicas nos próximos dias

mar agitado

A previsão do vento e do estado do mar aponta para um agravamento considerável das condições meteorológicas e de agitação marítima em Portugal Continental, entre as 12h00 de amanhã, dia 23, e as 12h00 da próxima segunda-feira, dia 27.

Em Portugal Continental prevê-se que a agitação marítima seja caracterizada por ondas provenientes do quadrante Oeste-Noroeste, com uma altura significativa de seis metros e uma altura máxima que poderá atingir os dez metros, com um período médio que pode variar entre os 12 e os 17 segundos. O vento terá uma intensidade média superior a 90 km/h com rajadas superiores a 140 km/h.

Assim, a Autoridade Marítima Nacional e a Marinha reforçam a recomendação, em especial à comunidade piscatória e da náutica de recreio que se encontra no mar, para o eventual regresso ao porto de abrigo mais próximo e a adopção de medidas de precaução.

Recomenda-se o reforço da amarração e vigilância das embarcações atracadas e fundeadas e aconselha-se igualmente a que os marítimos mantenham um estado de vigilância permanente e acompanhem a evolução da situação meteorológica, através dos avisos à navegação e da previsão meteorológica radiodifundidos pela Marinha relativos à previsão meteorológica do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), bem como outras informações disponibilizadas pelas Capitanias sobre as condições de acesso aos portos, evitando sair para o mar até que as condições melhorem.

À população em geral desaconselha-se a prática de passeios junto à orla costeira e nas praias, bem como a prática de actividades nas zonas expostas à agitação marítima ou atingidas pela rebentação. Em especial, deve ser evitado o acesso e permanência junto às falésias e zonas de arriba, sendo essencial que se adote uma postura preventiva, não se expondo desnecessariamente ao risco. Caso exista absoluta necessidade de se deslocar até à orla costeira, deverá manter uma atitude vigilante, tendo sempre presente que nestas condições o mar pode facilmente alcançar zonas aparentemente seguras.

Texto: ALVORADA com AMN
Fotografia: Paulo Ribeiro/ALVORADA (arquivo)