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No dia da depressão psicólogos lançam documento esclarecedor sobre a doença

Covid e Ordem dos Psicologos

No Dia Europeu da Depressão que hoje se assinala, a Ordem dos Psicólogos Portugueses lança o documento ‘Vamos falar sobre depressão’, para esclarecer a população sobre esta doença prevalente e incapacitante, que continua a ser incompreendida e subestimada.

A Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) alerta que a Organização Mundial da Saúde descreve a depressão como o problema de saúde mais frequente em todo o mundo e a principal causa de incapacidade, sendo que só em Portugal se estima que afecte cerca de 10% da população. “Consideramos, por isso, que é importante falar sobre o tema e dar o máximo de literacia à população sobre este problema de saúde”, esclarece a OPP.

Num documento de 13 páginas, a Ordem dos Psicólogos começa por explicar o que é a depressão, os seus sintomas, a forma como afecta crianças, adolescentes ou adultos, que impacto tem na vida dos doentes, e quais as suas causas, para depois deixar algumas linhas orientadoras sobre como lidar com a depressão e como ajudar alguém que está deprimido.

Segundo a OPP, “a depressão é uma experiência de sofrimento intenso e persistente na qual a pessoa sente-se muito infeliz e triste a maior parte do tempo, chora e/ou irrita-se facilmente, está abatida e desinteressada pelas suas actividades habituais”. A depressão “não é algo ‘da nossa cabeça’, um sinal de ‘fraqueza’, algo que dura para sempre, preguiça ou falta de vontade, algo que só acontece aos outros, algo que ‘faz parte da vida’, ‘coisa de mulheres’ ou de ‘gente rica’”, salientam os psicólogos, numa alusão aos preconceitos existentes em relação a esta doença.

A ordem dedica um capítulo também ao tema do suicídio, um desfecho associado normalmente a estados de depressão profundos, disponibilizando números de telefone para situações de crise. O documento aponta também uma lista de sentimentos, comportamentos e pensamentos associados à depressão, bem como de que forma esta se manifesta nas crianças e adolescentes, ou nos adultos mais velhos. “As crianças também podem ter depressão. Nos mais pequenos os sinais podem ser tristeza, choro, irritabilidade, comportamentos de dependência, dores sem explicação, recusa em ir para a escola ou perda de peso”, esclarece.

A OPP explica também quais são as causas e o impacto da depressão na vida dos doentes e no seu dia a dia, lembrando que se trata de uma doença altamente incapacitante, na medida em que se reflecte directamente nas tarefas diárias, no trabalho, nas actividades sociais e na relação que o doente tem consigo próprio. “A ciência reconhece e sublinha que as causas da depressão são complexas e se relacionam com acontecimentos e circunstâncias de vida (presentes e passadas), bem como com o significado que as pessoas lhes atribuem e a forma como lhes respondem. Mas também pode parecer que ‘apareceu do nada’ e sentirmos que não temos uma explicação”, afirmam os psicólogos. Por isso, os psicólogos querem disseminar as práticas a adoptar para “lidar com a depressão: reconhecer que precisamos de ajuda e procurá-la; psicoterapia (e medicação); praticar o auto-cuidado e a resiliência; reforçar a relação com família e amigos”.

Quanto a conselhos dirigidos a pessoas que possam conhecer alguém deprimido, a OPP sugere que se informem mais sobre depressão, encorajem a procura de ajuda, ofereçam apoio sendo bons ouvintes, encorajem hábitos de auto-cuidado, mantenham o contacto, promovam o equilíbrio, sejam pacientes e perseverantes. Os psicólogos alertam, contudo, que os próprios cuidadores (normalmente, familiares e amigos) de uma pessoa com depressão podem sentir o seu bem-estar afectado e, por isso, devem ter atenção com a sua própria saúde psicológica e procurar ajuda, nomeadamente junto de psicólogos, e lembram que “não podemos ‘salvar’ ninguém da depressão”.

Texto: ALVORADA com agência Lusa