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Processo ‘Cartão Vermelho’: Interrogatórios prosseguem às 9h00 desta sexta-feira

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Os interrogatórios aos detidos no âmbito do processo 'Cartão Vermelho', entre os quais o presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e o empresário lourinhanense José António dos Santos, vão prosseguir esta sexta-feira, a partir das 9h00, informou hoje o Conselho Superior de Magistratura. "Para continuação dos interrogatórios foi agendado o dia de amanhã a partir das 9h00, aguardando os detidos nessa situação até términos do interrogatório", lê-se no comunicado.

No mesmo documento, o CSM diz que, às 19h45, após reunião entre o juiz, os advogados de defesa e os magistrados do Ministério Público, foi permitido aos defensores "continuar a consultar a prova indiciária" até às 22h00.

O empresário e presidente do Benfica Luís Filipe Vieira foi um dos quatro detidos na quarta-feira numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades. Segundo o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) estão em causa factos susceptíveis de configurar “crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais”, envolvendo os quatro suspeitos.

Para esta investigação foram cumpridos 44 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida. No mesmo processo foram também detidos Tiago Vieira, filho do presidente do Benfica, o agente de futebol Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos.

O presidente do Benfica está convicto de que está inocente no processo 'Cartão Vermelho', em que está indiciado de vários crimes, garantiu hoje o advogado Magalhães e Silva. "A convicção dele é de que está inocente, de que não cometeu nenhum crime", assumiu o advogado, à saída do DCIAP, onde hoje os arguidos foram identificados pelo juiz de instrução. Magalhães e Silva admitiu que a prisão preventiva pode estar em equação e que "a gravidade teórica" dos crimes existe.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Lusa