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Covid-19: 'Task Force' antecipa vacinação de idosos em lares

vacinacao Covid 19 Paulo Cunha Lusa

Os idosos e funcionários dos lares que estiveram infectados há mais de três meses vão ser vacinados contra a Covid-19, antecipando para metade o prazo previsto para receberem a vacina, anunciou hoje a ‘Task Force’ da vacinação.

Fonte da ‘Task Force’ que coordena a logística da vacinação adiantou que a Segurança Social identificou cerca de 8.600 pessoas por vacinar nos lares de idosos, entre utentes e funcionários destas estruturas.

Deste universo de 8.600 pessoas, cerca de 4.500 estiveram infectadas, tendo recuperado da doença Covid-19, “não tendo por essa razão sido vacinadas”, enquanto 2.500 já se encontram vacinadas com pelo menos uma dose, referiu a mesma fonte. “Em virtude do risco acrescido da maioria deste universo, face à sua idade avançada, a ‘Task Force’ e a Direcção-Geral de Saúde (DGS) avaliaram ser prudente abrir-se uma excepção ao previsto na norma 002/2021 e proceder à vacinação de todos os funcionários e utentes que foram infectados há mais de 3 meses (e não 6 meses)”, adiantou a estrutura liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo.

A norma da DGS indica que as pessoas que recuperaram de infecção pelo vírus SARS-CoV-2 há pelo menos seis meses podem ser vacinadas, mas receberão apenas uma dose de vacina, tendo em conta que, por já terem tido a doença, têm uma imunidade natural considerada boa.

O presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), Lino Maia, disse hoje que não se devia esperar seis meses para vacinar pessoas recuperadas da Covid-19, defendendo que esse período deveria ser reduzido para três meses. “Eu não sou perito na área, mas gostaria que não estivéssemos à espera dos seis meses [para vacinar recuperados]. Gostaria que fosse à volta dos três meses porque seria uma medida preventiva que daria algum conforto”, considerou Lino Maia à Lusa.

O presidente da CNIS disse recear uma nova vaga de surtos nos lares portugueses “porque o estar vacinado não quer dizer que se esteja absolutamente imunizado, e também porque ainda há pessoas por vacinar, entre utentes e trabalhadores, pelo que há alguma fragilidade”. Em relação aos trabalhadores não vacinados nos lares, Lino Maia considerou “que são poucos”, mas que “as instituições devem, se possível, colocá-los em actividades que não impliquem interação com utentes”. “Mesmo no que toca a contratações, devem admitir-se aqueles que estão vacinados” em detrimento dos que não estão, defendeu.

A Direcção-Geral da Saúde (DGS) confirmou hoje à Lusa a existência de seis surtos activos de Covid-19 em lares portugueses. Estes surtos correspondem a 54 casos de Covid-19, parte deles já recuperados, acrescentou a mesma fonte.

Em Portugal, morreram 17.068 pessoas e foram confirmados 865.806 casos de infceção, de acordo com o boletim mais recente da Direcção-Geral da Saúde.

Texto: ALVORADA com agência Lusa
Fotografia: Lusa (arquivo)